terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Como terminar o ano livre do estresse?


Como terminar o ano livre do estresse, que afeta diretamente a saúde? Confira abaixo algumas dicas listadas no texto de Mariana Vieira, hipnoterapeuta clínica, especialista em Programação Neurolinguística pela The Society of NLP e sócia diretora da Roma Terapia.

Muito comum nessa época do ano as pessoas se sentirem estafadas e em um alto nível de estresse. E não por acaso. A maioria de nós brasileiros ainda não se atentou que as emoções afetam diretamente a nossa saúde física. E uma minoria que já compreende isso também não sabe o que fazer para melhorar a situação que se repete ano a ano. 

Por isso, deixo três passos claros e objetivos para que você reflita, pratique e chegue ao final do ano – SIM, AINDA DÁ TEMPO - de uma maneira muito mais saudável e equilibrada. 

1º passo 
As suas emoções devem ser tratadas como uma parte do seu corpo, algo que sempre estará com você. Não devemos cuidar apenas em uma época da vida e imaginar que nunca mais precisaremos olhar. É como colocar água em uma plantinha apenas quando ela está seca, isso faz com que ela não morra, mas não a deixa saudável. Agora se colocarmos água e vitamina para a terra frequentemente, ela crescerá forte e bonita. De maneira prática você deve buscar, semanalmente, ter momentos só seus como parar cinco minutos no dia para olhar uma paisagem, fazer uma respiração profunda durante alguns minutos, ler um livro que realmente lhe dê prazer, ouvir uma música que lhe traz boas sensações, entre outros. Parece ser simples, e é! Mas quando foi a última vez que você fez isso ou algo parecido? Sempre digo aos meus clientes, você pode e tem todo o direito de não fazer nada disso, mas não chore quando a sua “plantinha” emocional morrer lhe ocasionando diversos contratempos ou tenha essas pequenas atitudes e já comece a ver a sua vida mudar. 

2º passo 
Não se identifique com os seus pensamentos. Assim como o seu rim não é você, o seu pensamento também não é. Os seus pensamentos podem ser comparados com os órgãos do seu corpo, eles FAZEM PARTE de você, mas não são você! Então se pensou algo ruim ou que lhe incomodou, diga mentalmente “Obrigada por compartilhar”, como se estivesse finalizando aquele assunto e perceberá que um silêncio virá logo em seguida. Tentar controlar os pensamentos é uma guerra perdida, mas direcioná-los é um caminho certo e confortável. 

3º passo 
Responda rápido: Em sua vida, você quer ter razão ou ser feliz? Se respondeu imediatamente e sinceramente ser feliz (e você pode mentir para os outros, mas sabe o que se passa dentro de você, então não se iluda!), já está indo bem. Agora se a sua resposta, mesmo que lá no fundo de seu coração foi “Ter Razão” você está sofrendo à toa. Pois querer levar uma vida tendo razão é estar em frente a um número 9, e do outro lado ter outra pessoa vendo o número 6, e cada qual tentando convencer o outro de qual número é o certo, o 9 ou o 6. E os dois estão certos, são apenas pontos de vistas diferentes. Claro, que não é para abandonarmos a razão, pois no momento certo, ela sempre é bem-vinda. Mas viver querendo ter razão SEMPRE nos torna pessoas inflexíveis. Existe um tipo de personalidade que sofre muito por essa necessidade, mas quando descobre que a leveza e o bem-estar de viver equilibradamente trazem benefícios que nenhuma razão oferece, a vida se torna ainda melhor. 

Espero que esses pequenos passos lhe façam no mínimo refletir e quem sabe até lhe proporcionar mudanças ainda nesse ano. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O que você busca está dentro de você


Texto sobre as encruzilhadas da vida, da psicóloga Patricia Gebrim:

Às vezes, nos sentimos confusos. Quem nunca parou em uma encruzilhada da vida sem saber por onde seguir? Quem nunca viveu a angústia de simplesmente não saber o que decidir?

O grau de dificuldade nesses momentos é diretamente proporcional ao nosso nível de afastamento de nós mesmos, de nossa essência.

Quando estamos plenamente conectados ao nosso Eu Superior, temos acesso direto às informações que vem da alma e a vida se desenrola de forma harmoniosa. As decisões fluem com facilidade, amparadas pela sabedoria intuitiva de nosso coração.

Mas quando nos tornamos por demais mentais, desconectados de nossa intuição, a visão se torna turva e não conseguimos enxergar o caminho a seguir.

Assim, se você estiver enfrentando um momento como esses. Se estiver confuso, paralisado no que se refere a alguma decisão, pare de se esforçar. Pare de pensar no assunto, fazer listas de prós e contras. Acredite, a mente pode tornar esse processo muito cansativo e interminável.

Cale um pouco os pensamentos, não tente encontrar a resposta certa. Não existem respostas certas, ou caminhos certos. Todo caminho é uma experiência. Tudo gera aprendizado.

O seu foco, em momentos assim, não deveria ser a estrada bifurcada à sua frente e sim a quietude de suas profundezas. Desvie o olhar da estrada e olhe para dentro de si. Busque o silêncio. Busque a paz. Busque se aproximar de sua alma, de seu coração. 

Busque calar o caos para que você possa ser gentilmente guiado pela sutil voz da sua intuição. 

Existe, agora mesmo, algo lindo dentro de você, pronto a guiar seus passos.

Uma mão estendida em sua direção.

Entregue-se.

Cale os pensamentos.

Segure nessa mão.

Confie na sua luz.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Desabrochar a alma


Mais um excelente texto reflexivo da psicóloga Patricia Gebrim

Cada vez mais sinto que o tempo é agora.
Tempo de vencer as limitações, enxergar além das ilusões, soltar o peso.
Por que carregamos tanto peso?
Por que insistimos em controlar o incontrolável?
Por que continuamos a sofrer com as escolhas de outras pessoas?
Só podemos nos responsabilizar por nós mesmos. 
Cada pessoa precisa agora olhar sua verdadeira face no espelho.
Ninguém pode salvar ninguém.
A vida é justa.
O que existe ao seu entorno é resultado de suas escolhas, conscientes ou não.
Harmonizar sua vida é tarefa sua, e de mais ninguém.
Amadureça.
Pare de depender de outros.
De se esconder.
De exigir ser cuidado como uma criança.
Nenhum lugar poderá proteger você de suas próprias criações.
É tempo de crescer.
Não há mais tempo.
Você é responsável pela sua felicidade.
Se você quer viver a leveza possível,
terá que aprender a desabrochar a alma.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Comparações afastam o caminho real para uma vida plena


Nesta semana, compartilho o texto reflexivo da psicóloga Patricia Gebrim. Confira: 

Você olha para o lado e acredita que o vizinho é mais feliz do que você. Vê suas fotos no Facebook e sente que sua própria vida é pálida e sem graça, comparada ao que ele parece viver.

Você passa a questionar sua própria vida e pensa: "Talvez eu devesse estar fazendo outras coisas. Já deveria ter sido capaz de viajar para este ou aquele lugar. Deveria estar casado. Deveria ter tido filhos." Ou o que quer que passe pela sua cabeça. Nossa mente consegue ser cruelmente criativa nesses momentos.

Sem se dar conta, você vai traindo a si mesmo. Desqualificado sua experiência. Afastando-se do único caminho real para uma vida plena e satisfatória. 

Ouça. A felicidade não está no que se faz. A feĺicidade é a consequência inevitável de um mergulho total neste exato momento de sua existência, no momento presente, um mergulho pleno de aceitação.

Quando entramos nesse estado de presença, tudo se torna iluminado e a cada passo somos abraçados pela beleza divina de um universo infinito que brota através de nós.

Assim, cesse as comparações e volte-se para sua própria experiência, para o diamante precioso que é sua própria vida.

Permita que brilhe.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Felicidade


A felicidade é o tema da postagem de hoje. Compartilho com vocês mais uma parte da síntese que fiz do livro "Sobre a Felicidade - Uma Viagem Filosófica", de Frédéric Lenoir. Confira:

DA ARTE DE SER VOCÊ MESMO

Quanto a arte de ser você mesmo interfere em sua felicidade? 

Palavra-chave: autoconhecimento

Ser feliz é, antes de tudo, satisfazer as necessidades e as aspirações de nosso ser: um silencioso procura solidão, um falante, a companhia dos outros.

Assim como os pássaros vivem no ar e os peixes na água, cada um deve evoluir no ambiente que lhe convém. Alguns humanos são feitos para viver no ruído das cidades, outros na calma do interior, alguns tem aptidão para a atividade manual, outros intelectual, outros relacional, outros artística. Uns aspiram formar uma família e uma vida de casal, outros a relações diversas ao longo da vida. Ninguém poderá ser feliz se quiser ir contra a corrente de sua natureza profunda.

A cultura e a educação são preciosas, pois nos introduzem a necessidade do limite, da lei, do respeito ao outro. É essencial aprender a se conhecer, a experimentar nossas forças e fraquezas, a melhorar em nós o que pode ser melhorado, mas sem contrariar nosso ser profundo ou nossa essência.

A educação e a cultura podem, por vezes, nos impedir de desenvolver a sensibilidade, nos desviar da nossa vocação ou de nossas legítimas aspirações, ou seja, nos desviar de quem somos.

Isto porque não são os acontecimentos que contam, mas o modo como cada um os sente. 

O ser humano é movido pelo prazer ou pelo significado? 

Palavra-chave: prazer e significado

Freud dizia que o ser humano é movido pelo prazer. Victor Frankl lhe respondeu defendendo uma tese diametralmente oposta: o ser humano é fundamentalmente movido pela busca de sentido.

Longe de se contradizerem, as duas teorias são verdadeiras: a natureza humana o impele a procurar tanto o prazer como o sentido. Ele só é feliz quando sua vida lhe é agradável e se reveste de significado.

Que alcancemos ou não nossos propósitos não é essencial. Não vamos esperar alcançar todos os nossos objetivos para começarmos a sermos felizes. O caminho é mais importante que o fim: a felicidade vem da caminhada. Mas a viagem nos torna mais felizes se sentimos prazer em progredir, se o destino para o qual nos encaminhamos é identificado e se ele responde as mais profundas aspirações do nosso ser.

Dar sentido à vida

Palavra-chave: escolhas

Ser feliz é aprender a escolher. Escolher os lazeres, os amigos, os valores nos quais basear sua vida.

Viver bem é aprender a não responder a todas solicitações, a hieraquizar suas prioridades. O exercício da razão permite estabelecer coerência em nossa vida em função dos valores e dos fins que buscamos. Preferimos escolher tal prazer e renunciar a outro porque damos um sentido à nossa vida, isto é, damos direção e significado.

Qual é o sentido da vida? 

Palavra-chave: propósito ou direção

Não acredito que possamos falar do “sentido da vida” de modo universal, válido para todos. Em geral, a busca do sentido se traduz concretamente por um engajamento na ação e nas relações afetivas.

A construção de uma carreira profissional exige a escolha de uma atividade que nos convenha, na qual possamos desabrochar e o estabelecimento de um propósito e de objetivos a atingir.

O mesmo acontece nas relações afetivas: se decidimos construir uma família e criar filhos, organizamos nossa vida em função dessa decisão e nossa família dá sentido à nossa existência.

Outros dão sentido à sua vida ajudando o próximo, lutando para reduzir as injustiças, dedicando tempo aos desfavorecidos. Os conteúdos do “sentido” podem variar de um individuo para outro, mas todos nós constatamos que é necessário para construir a vida determinar um propósito, uma direção, dar-lhe um significado.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Gotas de felicidade


Fui uma das organizadoras do III International Happiness Forum, realizado em São Paulo nos dias 2 e 3 de setembro deste ano. Portanto, a felicidade será o tema das próximas postagens do Chama Acesa. Compartilho com vocês parte da síntese que fiz do livro "Sobre a Felicidade - Uma Viagem Filosófica", de Frédéric Lenoir. Confira:

SOBRE A ARTE DE ESTAR ATENTO...E DE SONHAR

Como o nível de consciência afeta a nossa felicidade?

Palavra-chave: consciência 

Quanto mais temos consciência de nossas experiências positivas, mais nosso prazer e nosso bem-estar aumentam.

A consciência nos permite “saborear” a nossa felicidade.

Como o viver no passado, presente e futuro afetam a nossa felicidade?

Palavra-chave: Aqui e agora

Nossa felicidade é alimentada pela qualidade da atenção que damos ao que fazemos.

A felicidade só se experimenta no instante presente.

Neurocientistas puderam demonstrar que as zonas do cérebro ativadas quando nos concentramos em uma única experiencia são diferentes das ativadas quando nosso espírito vagueia e rumina diversos pensamentos.

A meditação, o mindfulness ou a atenção plena nos ajudam a manter a felicidade?

Palavra-chave: atenção plena

É possível estabelecer uma ligação entre atenção/concentração e bem-estar, e ruminação/vagueação e mal-estar, identificando-se assim a ancoragem cerebral destes humores.

A meditação, mindfulness ou atenção plena, foi criada há 20 anos por Jon Kabat-Zinn, inspirada nos fundamentos budistas.

A experiencia da meditação silenciosa permite manter a atenção, tranquilizar o mental e, nesta interação entre corpo e espírito, a tranquilidade se expande ao mesmo tempo para o organismo e para as emoções.

Estudos revelaram que a meditação ativa as ondas gama do cérebro, que se tornam mais intensas e aumentam a plasticidade cerebral, ou seja, a tendencia dos neurônios estabelecerem mais conexões.

Se a prática regular da meditação pode ajudar a viver em “plena consciência”, cada experiência do cotidiano também pode ser fonte de bem-estar e trazer efeitos similares.

Se estamos no momento presente quando preparamos uma refeição, quando comemos, quando andamos, quando trabalhamos, quando ouvimos música, em vez de realizarmos estas tarefas pensando em outras coisas ou deixando nossa mente vaguear de uma preocupação a outra, cada momento do cotidiano pode se tornar fonte de felicidade.

Qual o nosso maior desafio para conquistar e manter a felicidade?

Frequentemente não vivemos no presente. Deixamos nosso pensamentos devanearem para o passado ou para o futuro.

Fazemos várias coisas ao mesmo tempo. Ruminamos diversas preocupações enquanto trabalhamos.

Superativa, a vida moderna só faz acentuar essas tendências, causando o crescimento exponencial do estresse, da fadiga crônica, da depressão, da angústia em nossa sociedade.

Ao contrário, uma melhor atenção ao que fazemos, às sensações, às percepções, ao desenrolar da ação pode mudar uma vida.

A descontração nos auxilia a diminuir o estresse?

Palavra-chave:livre associação de ideias

No entanto, da mesma forma que, para nosso espírito se equilibrar ele precisa ser concentrado e atento, ele também necessita vagar ao sabor dos humores, das inspirações, das associações de ideias.

Semelhante “descontração” é diferente de “ruminação”, que consiste geralmente em se concentrar num remorso do passado, numa angustia do futuro e como consequência, em um acréscimo de emoções negativas.

A nossa felicidade depende da concentração e da descontração?

Nosso espírito tem, portanto, necessidade tanto de se concentrar, de ser atento, quanto de relaxar e de se regenerar pelo silencio interior -fruto da meditação- mas, também pelo devaneio, pela imaginação. Afinal, é relaxando a mente que surgem soluções para nossos problemas, as mais luminosas ideias, as intuições.

Se nossa felicidade depende muito de nossa capacidade de viver no instante presente, ela depende também de nossa aptidão para nos lembrarmos dos momentos felizes de nossa vida. A vagueação do espírito no passado produz infelicidade quando ela vai buscar lembranças negativas, remorsos ou arrependimentos, mas oferece uma rara felicidade quando recordamos dos momentos felizes.

A felicidade se alimenta da consciência de ser feliz.


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Diário de bordo da minha segunda experiência Findhorn - 2017


Fui pela segunda vez à Comunidade de Findhorn, primeira ecovila sustentável do mundo, na Escócia. Para tentar colocar em palavras o que vivi, vou me pautar pelas qualidades dos anjos que me acompanharam a cada dia, desde a minha chegada.

No primeiro dia, foi aquela emoção de voltar a um lugar muito especial, que me conecta imediatamente à minha essência. É como chegar à minha “casa interior” e ficar ali me sentindo acolhida pela natureza abundante, pelas pessoas e pelo amor em ação que vibra no ar.


E assim o primeiro anjo, no sábado, foi o da COMUNICAÇÃO.

“Uma ligação vital entre a sua experiência interior e sua expressão exterior. A disposição para compartilhar sobre seus sentimentos e pensamentos pode levar você a relacionamentos mais significativos, consigo mesmo, com os outros e com o meio ambiente”.

Esta mensagem conversa com minha inteligência mais forte que é a Linguística ou Verbal e esta é uma habilidade que utilizo com grande facilidade porque flui naturalmente, vem de dentro pra fora. 

Compartilhar o que penso, sinto e aprendo com as outras pessoas me traz uma sensação de plenitude e sinto que isso faz parte da minha missão de vida.

Neste contato com o outro, de forma significativa, consigo perceber e intuir as habilidades que cada pessoa traz e ajudá-la a descobrir que tem LUZ PRÓPRIA. Da mesma forma em que no caminho do autoconhecimento fui tomando consciência de quem verdadeiramente sou e comecei a fazer escolhas alinhadas com minha essência, percebi que este é um processo que acontece com cada um, em seu ritmo e no seu tempo. Em outras palavras, é descobrir que Deus está dentro de cada um de nós e que temos tudo que precisamos para aprender com as experiências que a VIDA, com sua sabedoria, irá nos trazer. Isso foi o que aconteceu comigo nas duas experiências que vivi em Findhorn: a descoberta da espiritualidade.

O segundo anjo, no domingo, foi o da ENTREGA

“A capacidade de aceitar o que estiver acontecendo ao invés de se preocupar com aquilo que deveria, precisaria ou poderia acontecer. Liberte-se da necessidade de controlar a vida e mergulhe na paz da aceitação”.

Neste ano, este foi o meu exercício diário pelas circunstancias difíceis que tive que enfrentar. Em alguns meses parece que vivi muitos anos, pois me deparei com muita dor frente a perdas fortes. A perda do meu companheiro com quem construí uma família muito amada e a perda de um espaço de educação que construí com pessoas que acreditavam na educação para vida e na importância da formação de um vínculo afetivo para que a verdadeira aprendizagem aconteça. 

Isso gerou muita dor e as lágrimas rolaram sem parar a partir do momento que cheguei a Findhorn, o que me ajudou a lavar minha alma. Eu estou aprendendo a fazer o exercício da entrega, da aceitação a cada dia, mas tendo sempre a certeza que “tudo que preciso” está dentro de mim. Desta forma, tento continuar a minha vida sem perder a alegria e o entusiasmo que sempre fizeram parte de mim, apesar de tudo que aconteceu. Descubro, aos poucos, como deixar a necessidade de controlar para mergulhar na paz da aceitação.

O meu terceiro anjo, na segunda-feira, foi o da EDUCAÇÃO.

“Cultive sua vontade de aprender com os enriquecedores padrões da vida. Pode ser que você não possa estabelecer todo o currículo da sua vida, porém você pode escolher que cursos fazer a qualquer momento e como aplicar seus conhecimentos”.

O amor pela Educação é algo que me acompanhou a vida toda. E eu acredito que ela acontece em qualquer lugar e etapa de vida, no meu caminho de aprendizado. E concluo que o conhecimento só é realmente assimilado, se o colocarmos em prática.

Por isso, enxergo a educação como o “amor em ação”. A educação acontece quando coloco minhas habilidades a serviço do outro, expandindo a minha LUZ, promovendo a “conexão comigo mesma” e a “conexão com o outro”. Cada vez que faço algo com amor para servir, estou em estado meditativo, pois fico totalmente conectada ao momento presente, de corpo e alma naquilo que estou fazendo. E isso para mim é FELICIDADE. 

Portanto, quando estou presente e inteira naquilo que faço, não importa o que esteja fazendo, fico naturalmente feliz e esta felicidade irradia à minha volta atingindo com uma vibração positiva todos que me rodeiam. Para mim, isso é educar, pois toda situação que vivemos envolve o aprender e o ensinar.

O meu quarto anjo, na terça-feira, foi o da HARMONIA.

“Ouça o ritmo mais elevado de todos os elementos e traga-os para um concerto em parceria com a natureza essencial. Conduza sua vida de acordo com sua melodia.”

Ouvir, ver e sentir os ritmos dos elementos da natureza: a água do rio Findhorn e do Mar do Norte, o calor do sol que, excepcionalmente, brilhou o tempo todo, o ar limpo e fresco de Clunny e a terra das Highlands_ terras altas de montanhas poderosas foi um bálsamo para a minha alma e a de todos nós que estávamos lá. O respeito, a beleza e a energia que emanavam daquela natureza única calaram fundo no meu coração e penetraram no meu ser revigorando e limpando o meu campo de energia. O momento foi de quietude, respeito, encantamento e muita gratidão. 

Participar das Danças Circulares foi como entrar no ritmo mais elevado de integração, fluidez e harmonia com as pessoas, com o movimento, com a música e com a vida. Foi algo inesquecível que também ficou impregnado em mim. Realmente gostaria de conduzir a minha vida como a variação daquelas melodias de tantos países que me mostraram a importância e a beleza da diversidade. 

O quinto anjo, da quarta-feira, foi o da FLEXIBILIDADE.

“A habilidade de se mover adiante sem perder a visão do objetivo. Deixe de lado o estreitamento mental, ficando aberto ao fluxo e mantendo-se informado quanto às novidades”.

Estar aberta ao fluxo de energia que fluiu o tempo todo e aprender novas formas de trabalhar o autoconhecimento de forma individual e grupal desenvolveu muito a minha flexibilidade. Foi muito gratificante criar laços de confiança, experimentar e compartilhar este aprendizado com um grupo de pessoas, muitas desconhecidas até aquele momento. 

A escolha de viver a experiência de trabalhar na cozinha, no jardim, de fazer a sintonização, expressando o que realmente sentia no inicio e no final do trabalho, foi um aprendizado incrível para mim. Observar e aprender com o fluxo de energia e alegria do amor em ação no trabalho, foi algo profundamente transformador.

O sexto anjo, da quinta-feira, foi o da ABERTURA.

“Deixe de lado os resultados predeterminados e as reações defensivas. Movimente-se com receptividade e prontidão para a mudança”.

Sabe aquela pedra que, quando jogada em um lago, reverbera, expande e promove o movimento em circulo como se fosse uma mandala? 

Para mim, ela representa a abertura. Quando eu me movimento sem medo fazendo aquilo que o meu coração pede, que a minha intuição sugere, eu me sinto neste movimento que se expande e que reverbera amor em todas as direções e a sensação é de plenitude. E, novamente, o sentimento de gratidão toma conta da minha alma.

O sétimo anjo, da sexta-feira, foi o da FRATERNIDADE.

“Veja a humanidade como sua família maior e estenda a bondade a todos que encontrar”.

Não teria melhor forma de fechar esta semana de experiência e aprendizado! 

Ninguém é melhor do que ninguém. 

Estou em meu caminho de aprendizado e você no seu. Não sou melhor, nem pior. Somos irmãos nesta caminhada na vida. Cada um de nós colocando suas habilidades em ação, errando, acertando, nos ajudando mutuamente e aprendendo a exercitar a bondade.

Por isso, o conceito de família que é de agregar, compartilhar e colaborar. 

E assim vou caminhando em meu processo de evolução com as experiências que a vida, com sabedoria, me traz. Há momentos em que algumas experiências potencializam minhas habilidades e me tornam mais forte, mais segura. Há também momentos em que algumas experiências me trazem dor, necessidade de desapego, de transformação e mudança.

A presença de Deus na natureza, minha mestra maior, me ensina a viver esses ciclos deixando pra trás aquilo que já cumpriu sua missão na minha vida e que, transformando, vai potencializar e fazer germinar o novo. E tudo flui naturalmente, sem esforço algum. Este é o movimento da vida em tudo que existe, inclusive em mim.

Sintetizando o aprendizado desta semana: 

- Descobri a espiritualidade com o exercício da entrega;

- A expressar verdadeiramente o que penso e sinto com a comunicação

- A aprender a caminhar pela vida, com leveza, com a harmonia;

- A fazer escolhas alinhadas com quem verdadeiramente sou, com a flexibilidade;

- A buscar expansão e abundância com a abertura

- E aprender a servir o outro, com bondade, com a fraternidade.


Que assim seja! 

Namastê!

Jamile