segunda-feira, 28 de outubro de 2013

8 ângulos para enxergar e expressar AMOR


O livro no qual me inspirei para escrever sobre o amor e os oito ângulos para enxergá-lo e expressá-lo é O Chamado do Avatar Sathya Sai Baba, de Sonia Mesquita. Confiram o texto e comentem!

O Amor é a grande Força que move o Universo e as nossas vidas. O Amor é o combustível do Universo. É no Amor que todos os seres do mundo vivem, se projetam, se multiplicam e se desenvolvem. O desafio deste milênio é aprender a exercer a nossa Essência, deixar fluir o Amor represado. Precisamos aprender a Amar, transcender o Ego, apaziguar a mente e nos despegar do material. Vamos nos inspirar nisso para enxergar as formas como o Amor pode fazer parte de nossa vida: 

1 Inteligência Linguística ou Verbal

“A palavra falada ou escrita é uma das formas de expressar o Amor.”

2 - Inteligência Lógico-matemática

"As ações do dia a dia com Amor trazem sempre os melhores resultados."

3 - Inteligência Visoespacial

As cores, formas e imagens para retratar o Amor são múltiplas e variadas. Cada um pode encontrar a sua. 

4 - Inteligência Sonora ou Musical

"A música é o som do Amor"

5 - Inteligência Cinestésico-corporal

"Um abraço, um aperto de mão, um beijo, o aconchego do corpo são formas de expressar o Amor."

6 - Inteligência Intrapessoal

"O Amor a você mesmo é o primeiro passo para que possa expandir o Amor para outras pessoas."

7 - Inteligência Interpessoal

"A consciência que todos somos UM, mas em estágios diferentes de evolução, faz nascer de dentro de nós a amorosidade e a compaixão que preciso para me colocar no lugar do outro, entender o que ele sente e dar a minha contribuição: o Amor em palavras e atitudes.”

8 - Inteligência Naturalista

O Amor à natureza, que nada mais é do que Deus refletido em tudo que existe, é nossa fonte de aprendizado inesgotável de aprendizado e equilíbrio.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Medo de ser um Fardo



No livro Anticâncer – Prevenir e Vencer Usando as Defesas Naturais, o neurocientista e psiquiatra David Servan-Schreiber fala sobre o MEDO DE SER UM FARDO. Segue abaixo o material do livro, com algumas considerações minhas (em vermelho):

“Nós estamos mais habituados a cuidar dos outros do que receber suas atenções. E atribuímos muita importância à nossa autonomia. A ideia de uma lenta degradação em direção à morte aterroriza também por nos condenar a ser terrivelmente dependentes dos outros, justo no momento em que não temos mais nada para lhes oferecer.”

A humildade de aceitar ajuda e também a limitação que vivenciamos em qualquer momento de nossas vidas nos fazem pessoas melhores. Essa limitação pode ser desde algo simples até algo mais complexo. Situações simples como: não poder andar porque quebramos o pé ou não mexer os braços porque acabamos de fazer uma cirurgia até situações como alguém que por um acidente ou uma fatalidade perdeu a visão ou não pode mais se locomover e fica dependente de uma cadeira de rodas. 

As situações transitórias funcionam como uma alerta para que prestemos mais atenção à forma como estamos vivendo a nossa vida, ao grau de satisfação que colocamos em tudo que fazemos, à gratidão por tudo que somos. E as situações mais complexas e que não são transitórias funcionam como um “tranco” que a vida nos dá para mudarmos a direção ou para descobrirmos a necessidade de olharmos além da aparência, para descobrirmos a força de superação que cada um tem dentro de si e que se faz necessária naquele momento.

“Contudo, nos últimos dias de nossa existência, temos que consumar uma das maiores tarefas de transmissão de toda nossa vida. Para cada um de nós, a ideia que fazemos de nossa própria morte vem geralmente dos exemplos que vivemos através dos falecimentos dos avós, dos pais, irmãos ou irmãs, ou de um amigo próximo. Essas cenas serão nossos guias quando nossa própria vez chegar. Se eles souberem nos mostrar como se preparar, como dizer adeus, como cultivar uma certa calma, nós nos sentiremos prontos e apoiados para esta última etapa da vida. Na nossa vez, quando nos aproximarmos da morte, longe de sermos inúteis, nós nos tornaremos automaticamente pioneiros e mestres para todos os que nos são próximos.”

Nesta semana que passou, faleceu a irmã de uma grande amiga de minha família e ao conversar com ela percebi que é possível morrer com dignidade e ainda deixar às pessoas que ficam, apesar da saudade, uma tranquilidade e a certeza de que tudo foi bem vivido. 

“Também eu tive a oportunidade de ter uma grande mestra: minha avó. Reservada, falando pouco de si mesma, ela foi uma presença constante em todas as passagens da infância que me pareceram difícil. Quando eu ainda era apenas um jovem adulto, fui visitá-la no que nós dois sabíamos ser seus eu leito de morte. Inspirado pela beleza e pela calma da minha avó vestida na sua bonita camisola branca, segurei suas mãos dizendo o quanto ela fora importante para a criança que agora tinha crescido. Claro que eu chorava, sem saber o que fazer das minhas lágrimas. Ela recolheu com o dedo umas das lágrimas e me mostrou, sorrindo docemente: ‘Sabe, para mim, suas palavras e suas lágrimas são pérolas de ouro que eu vou levar comigo.’”

Em nossa vida, sempre existem os nossos grandes mestres, pessoas que são colocadas em nossas vidas que podem ser ou não da família, mas que vêm para nos ensinar alguma coisa que precisamos aprender naquele momento. Eu tive grandes mestras em minha vida. Em minha vida profissional, que considero minha missão, tive uma professora de faculdade, Iolanda Ribeiro Novais, que me convidou para dar aula na escola dela em Franca, o “Pequeno Polegar”. Ali foi onde dei os primeiros passos de minha vida profissional, sempre muito bem orientada por ela que, como eu, amava a educação e que fazia dela um caminho para ajudar as crianças a descobrirem o prazer em aprender. Ela me acompanhou durante muito tempo, mesmo depois que mudei para São Paulo e faleceu de câncer no seio.



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Entrevista Dr. Sergio Simon



Ontem assisti à entrevista, na Band News TV, do Dr. Sergio Simon, que foi meu oncologista, falando sobre o Câncer de Mama. Aliás, muito oportuna, pois estamos no Outubro Rosa. O Dr. Sergio, além de um excelente profissional, é um ser humano maravilhoso e para o tratamento do câncer isso é algo que faz a diferença. Separei as partes mais relevantes da entrevista. Confiram:

- Dr. Sergio enfatizou que a força da mulher perante o câncer é muito maior do que a do homem e achei interessante a colocação de que, antes de se deparar com a doença, a mulher tem medo da mutilação do seio, de perder a feminilidade. No entanto, quando ela enfrenta a doença, esse medo é substituído pelo medo de deixar os filhos, a família, precisar sobreviver e aí ela ganha força, muita força para enfrentar e superar a doença;

- A predisposição para a doença hoje tem muito a ver com estilo de vida, algo que já vínhamos ressaltando no Projeto Chama Acesa. A obesidade por causa de uma alimentação incorreta, o menstruar mais cedo e a menopausa tardia, bem como a hereditariedade e o estresse que as pessoas vivem são fatores que aumentam a predisposição à doença. Por isso, a atividade física, a alimentação equilibrada e o controle do nível de estresse devem ser as metas para evitar o câncer ou a sua reincidência;

- Dr. Sergio afirmou que, no futuro e com a ajuda da tecnologia, o câncer será uma doença controlável como é o diabetes hoje. E que existem estudos em busca de entender o que pode aumentar a imunidade da pessoa e também ajudá-la no processo de cura;

- A minha experiência com o Dr. Sergio foi um grande aprendizado, pois ele me acompanhou nas quatro vezes em que tive câncer, três no seio e uma no apêndice. Ele sempre atuou de forma muito objetiva ao falar da doença, sem esconder nada, com dados e estatísticas, e, ao mesmo tempo, de forma muito humana, dando todo acolhimento e compreensão necessários naquele momento.

Clique aqui e confira a entrevista. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Tipos de Medo



O livro Anticâncer – Prevenir e Vencer Usando as Defesas Naturais, do neurocientista e psiquiatra David Servan-Schreiber, afirma que o medo bloqueia nossa força vital e lista os tipos relacionados ao câncer: Medo de sofrer, Medo do vazio, Medo de ficar sozinho, Medo de ser um fardo, Medo de abandonar os filhos, Medo de perder os pais ou pessoas queridas, Medo das histórias inacabadas. 

O autor disse que não se pode pronunciar a palavra “câncer” sem que ela evoque o medo da morte. Mas o medo paralisa. É sua natureza. Quando ouvimos que nossa vida está correndo grave perigo, experimente com frequência essa estranha paralisia. O medo bloqueia nossa força vital no momento em que mais temos necessidade dela. Aprender a lutar contra o câncer é aprender a nutrir a vida dentro de nós. Ter êxito nesse aprendizado é chegar a tocar na essência da vida. Há pessoas que vivem suas vidas sem apreciar seu verdadeiro valor. Outras vivem a própria morte com uma tal plenitude, uma tal dignidade, que ela parece ser a realização de um obra extraordinária e dar sentido a tudo que viveram. Preparando-se para a morte, libera-se a energia necessária à vida.

Na minha opinião, sempre que uma doença aparece é para nos dar um sinal de alerta. Esta frase já apareceu várias vezes em quase todas as postagens do Estado de Espírito Anticâncer do Chama Acesa. É como se tivéssemos que repensar a forma como estamos vivendo a nossa vida: o grau de intensidade e de autenticidade que estamos vivenciando os nossos sentimentos e se o nosso pensar, sentir e agir está acontecendo de forma coerente. Sim, porque muitas vezes pensamos, sentimos, mas não agimos alinhados com o que acontece dentro de nós porque os medos nos impedem. 

Aprender a lutar contra o câncer e contra os nossos medos é descobrir uma força que existe dentro de cada um de nós e que muitas vezes, não se tem consciência e, vencê-los, nos fortalece e nos sensibiliza para desfrutar cada momento da vida como se fosse único, nos ajuda a viver o AQUI e AGORA que é nosso maior desafio.

Nas próximas semanas, vou apresentar casos de cada tipo de medo mencionados nos livros, juntamente com minha opinião. E você, quais medos enfrenta ou enfrentou?