terça-feira, 6 de março de 2018

Reflexões sobre o documentário On Yoga – Arquitetura da Paz


Assisti ao documentário On Yoga – Arquitetura da Paz, do diretor Heitor Dhalia, e as sensações que tive foram de encantamento e de profundidade, com palavras que traduziam uma alma conversando com a outra. Fiquei mais de duas horas ouvindo e fazendo anotações. 

Conta a história do fotógrafo Michael O’Neill, que teve uma paralisia no braço, fundamental para seu trabalho. A deficiência foi superada por meio da Ioga em viagens à Índia, trazendo reflexões sobre mudança de perspectiva em relação à vida.

Confira abaixo minhas anotações e as reflexões que fiz a partir delas:

“Somos parte de algo maior que nos conecta qualquer que seja o nome dado. Tem momentos que conseguimos ver a unificação na diversidade.”

Esta afirmação me conecta com o conceito de rede que aprendi com Oswaldo Oliveira. E acredito muito que esse conceito possa ser construído e materializado por cada um de nós quando estamos conectados com o nosso propósito individual e coletivo.

“O objetivo da pratica da Ioga é você conquistar uma disciplina para que isto te sustente, para que você possa superar sem precisar entrar em uma nova experiência só para se sentir melhor.”

Se eu pudesse escolher uma palavra para o que a Ioga representa em minha vida hoje, seria SUSTENTAÇÃO. Precisei ganhar disciplina não só na aula, mas também para incorporar essa prática em meu dia a dia, dentro da minha casa.

“O corpo é o instrumento e a Ioga é a musica, a respiração é o tom e você toca a música, ouve a música para tranquilizar a alma, a alma do coletivo.”

Ao ouvir isso, conclui que é unir a poesia com a música, com o corpo e com o chamado da alma de forma cada vez mais harmônica.

“Servindo aos outros, você pode se encontrar.”

Quando eu e você colocamos nossas habilidades a serviço de uma causa que acreditamos e a serviço das pessoas, os olhos brilham e o coração vibra, porque estamos realizando nosso propósito. Se fazemos, com consciência e por escolha, isso se torna mais potente em vibração e resultados.

“Nossa origem é o espírito. Pare de julgar, pare de analisar, de comparar e comece a experienciar o que está se movendo em você e através de você.”

Sair do comando do ego, que se expressa pelo julgamento, pelo mental e racional e dar espaço para que minha essência, minha alma ou espírito se manifeste pelo sentir e agir, que vêm de dentro pra fora, é o meu exercício e desafio diário.

“A filosofia ocidental é representada por uma busca acadêmica. Representa um estudo, discussões e conclusões.

A educação e a cultura ocidental são muito bem representadas por estudos, defesas de tese, mestrados, doutorados e outras formas de comprovação científica, baseados em evidências racionais e na linearidade, cujo movimento é de fora para dentro. Esta é uma constatação, sem julgamento, baseada em fatos.

"A filosofia oriental é formada por práticas que abrem e elevam a consciência.”

A educação e a cultura oriental são muito bem representadas pelo aprender a aprender, educação para a vida, autoconhecimento, busca de sentido e significado. Tudo baseado na intuição, cujo movimento é de dentro pra fora. E isso comprova que tudo que precisamos está dentro de nós.

Como vivemos em um mundo de dualidades em que objetivo e subjetivo se alternam, as duas filosofias são complementares.

Mas o momento do mundo atual necessita do lado intuitivo que está aflorando de todas as formas possíveis para nos levar a olhar para dentro e descobrirmos quem somos, o motivo de estarmos aqui e nos unirmos.

Depoimento

Eu me guiei muitos anos pela filosofia acadêmica do ocidente aprendendo a estudar, mas sempre sentia a vontade de experimentar algo diferente do padrão e logo colocava essa ideia que surgia dentro de mim em uma experiência. Esta forma intuitiva de pensar, sentir e agir me levou a criar a semente do Espaço Educacional, primeiro dentro de mim e depois fora.

Quando sentia que tinha que fazer algo com o objetivo de olhar o ser humano em primeiro lugar, já estava me orientando pelos conceitos da filosofia oriental que surgiam dentro de mim. Acredito que, em 1993, deixei vir à tona essa parte intuitiva, que foi desabrochando progressivamente com uma permissão interna que conquistei com muitas crises, dores e superações.

Hoje, me vejo em um momento de busca de transcendência, de tentar unir o ser com o fazer, pois tenho maturidade física, mental, emocional, espiritual e disponibilidade total para fazer escolhas em minha vida com liberdade e permissão interna. Caminho no ritmo do meu coração, seguindo a minha intuição e tendo a certeza de que tudo que preciso está dentro de mim e não fora. Essa atitude de gratidão e de entrega é o que me preenche por dentro e quer se manifestar a todo o momento.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Mindfulness - Aqui e agora!


Você já ouviu falar em mindfulness? Também chamada de atenção plena, a técnica de autoconhecimento propõe que a pessoa se conecte de corpo e alma naquilo que está fazendo no momento presente, seja uma atividade rotineira, uma nova experiência ou até para se aquietar. Dei uma entrevista sobre o assunto para a edição de janeiro da revista Máxima. Confiram trechos da reportagem "Aqui e Agora!", assinada por Patrícia Affonso, e minhas explicações para se aprofundar no assunto:

Trechos da reportagem

"Todos os dias, somos bombardeados por um sem-número de informações e afazeres. Na ânsia de dar conta de tudo, acabamos nos envolvendo em mais de uma coisa ao mesmo tempo - dividindo nossa atenção e empenho - e muitas vezes acionando o famoso piloto automático. Sabe aquele modo de funcionamento no qual a gente mal se dá conta da atividade que está executando? 'O piloto automático não nos coloca inteiros naquilo que estamos fazendo. Assim, sem que a gente perceba, nos rouba a capacidade de escolha e nos leva a repetir comportamentos que nos incomodam, mas dos quais só nos damos conta mais tarde, quando o mal-estar por não termos feito diferente surge', afirma a educadora especialista em autoconhecimento Jamile Coelho (SP)". 


"Existem muitos cursos para quem deseja se aprofundar na prática - os mais famosos propõem oito semanas de vivência. Mas o sucesso do mindfulness é tamanho que não faltam bons livros e até mesmo meditações guiadas na internet para quem quer começar. 'A atenção no momento presente é uma habilidade existente em todos nós e pode ser desenvolvida em qualquer fase da vida', garante Jamile." 

Entenda a prática do mindfulness

O que é?
Mindfulness, atenção plena ou meditação é conseguir atuar como observador de seus pensamentos, sem se identificar com eles. Isto possibilita você estar conectado de corpo e alma naquilo que está fazendo no momento presente, seja uma atividade rotineira, uma nova experiência ou até simplesmente uma proposta de se aquietar.

Estamos distantes deste estado de atenção porque temos muitos estímulos externos que nos solicitam e não desenvolvemos esta capacidade de nos voltarmos para dentro, para aquilo que pensamos e verdadeiramente sentimos diante de situações e pessoas no cotidiano.

Fazer as coisas no piloto automático não nos coloca inteiros no que estamos fazendo, tira a nossa capacidade de escolha e nos leva a repetir comportamentos que, muitas vezes, nos incomodam, mas que percebemos só depois que aconteceu, pela sensação de mal estar que aparece quando estamos sozinhos e colocamos a cabeça no travesseiro.

A importância de focar no presente é que ele é a única garantia que temos do que estamos vivendo. Na verdade, não temos controle sobre nada e ninguém. A nossa mente acredita neste controle e parece um macaquinho pulando de cá para lá, normalmente transitando entre passado ou futuro, sempre ligada ao tempo. Desta forma, não usufruímos verdadeiramente do que estamos vivendo porque não estamos inteiros naquilo que fazemos.

O mindfulness auxilia o autoconhecimento porque aquieta a mente e nos aproxima de quem verdadeiramente somos.

Viver agora
O passado já aconteceu, já foi e não volta mais. As boas lembranças podem nos dar prazer, mas normalmente temos a tendência de nos fixar naquilo que deu errado, nas sensações e emoções negativas. Essa postura de se fixar no negativo acontece porque fomos educados em uma cultura do medo, que cultiva e forma atitudes reativas que nos levam a assumir o papel de vítima e faz com que procuremos “culpados” por tudo que nos acontece. Li em um livro que todos temos dor, mas que sofrimento é uma escolha de permanecer e cultivar a dor.

A expectativa do futuro se estiver conectada ao medo da sobrevivência ou à ilusão que o melhor vai acontecer sempre depois, também nos atrapalha viver o momento presente.

Portanto, viver no passado ou no futuro nos tira do momento presente, no qual realmente podemos fazer algo por nós mesmos. Uma educação para a vida que tem como base o autoconhecimento forma atitudes proativas, que nos levam a fazer foco na solução e não no problema, e nos coloca como protagonista para resolver.

Busque a simplicidade
A vida hoje é tão estressante e digo isso observando o dia a dia de crianças, jovens e adultos, com excesso de atividades e compromissos que os levam para longe da simplicidade, de fazer algo corriqueiro só pelo prazer de fazer. A criança precisa utilizar um tempo livre para brincar do que quiser, inventar, criar. Quando a gente vê uma criança brincando desta forma ela está totalmente presente no que faz. Escutar uma música, ler um livro, cuidar de uma planta, passear com o cachorro, limpar a casa, cozinhar, fazer um artesanato, caminhar, cumprimentar uma pessoa quando entramos no elevador. Faça qualquer uma dessas pequenas grandes coisas por escolha, com a atenção direcionada, sem pressa, sem pressão.

Mindfulness para todos

Com certeza, trazemos esta habilidade dentro de nós e isso pode ser desenvolvido em qualquer etapa da vida. Já está comprovado que experiências de atenção plena ou meditação para crianças, jovens e adultos trazem inúmeros benefícios em termos de saúde e qualidade de vida.

Pessoas na maturidade estão procurando viver de forma ativa, sentindo-se úteis, fazendo escolhas mais alinhadas com seu perfil e momento de vida. Uma grande maioria dos adultos vive insatisfeito com o que faz e precisa buscar caminhos e recursos que os levem a viver com mais significado e propósito. Os jovens são receptivos a tudo que os ajude a entrar em contato com as emoções e necessitam disso.

E como educadora afirmo: a criança responde muito bem, pois se conecta com sua essência mais facilmente do que o jovem e o adulto. Por que então não começar a desenvolver esta habilidade o quanto antes? Por que não desenvolver uma educação para a vida? O mindfulness é uma prática que pode e deve ser desenvolvida em qualquer etapa da vida.

Benefícios do mindfulness
O mindfulness ou a meditação interfere no ser humano como um todo: no físico, mental, emocional e comportamental. E hoje é um dos recursos da medicina integrativa que vem sendo utilizado em vários hospitais. 

Ajuda a diminuir o nível de estresse, que se manifesta no corpo com sintomas diversos e doenças crônicas. Na mente, nos leva à dispersão e à falta de foco. No emocional, alimenta a ansiedade que nos desequilibra e nos tira do momento presente. No comportamental, nos conduz a atitudes que vão para o excesso ou para a falta, ou seja, dois extremos. Exemplos: comer demais ou não comer nada, dormir demais ou ter insônia, euforia ou depressão. E esses comportamentos acabam se tornando hábitos, pois viram canais não-saudáveis para liberar o estresse.

Dicas para começar
- Entre as atividades do dia de trabalho, escolha aquela que mais lhe dá prazer e, quando estiver fazendo, se conecte totalmente com ela;

- Faça pausas entre as atividades, procurando alguma forma de relaxamento e conexão consigo mesmo;

- Ao fazer uma atividade física de que gosta, faça foco somente nela, praticando uma meditação ativa. Pode ser desde uma aula de ioga, um jogo de tênis ou até uma corrida;

- Ao cozinhar, utilize todos os sentidos, degustando com prazer e alegria;

- Sente-se e leia um livro sem sentir o tempo passar;

- Na hora de tomar banho, sinta a água no corpo, a temperatura e o bem que aquilo lhe traz;

- Sinta o prazer de ser útil ao fazer um trabalho voluntário; 

- Sente-se em um lugar de forma relaxada e observe o céu e deixe brotar aquele sentimento de gratidão pela vida;

- Se estiver enfrentando uma situação estressante, procure um lugar tranquilo para expressar a emoção e se equilibrar. Se gostar da natureza, vá a um parque e observe como a natureza nos ensina a fechar ciclos sem dor;

- Receba reiki, benção, passe ou johrei, que atuam com a energia das mãos;

- Pratique meditação visualizada com um grupo, além de outras atividades que tranquilizem a mente, como ioga e tai chi chuan.

Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Curador ferido transforma dor em uma ação de amor


Uma amiga psicóloga utilizou o termo "curador ferido" e fiquei muito impressionada com o significado, o que teve um sentido especial para mim. Confira abaixo meu texto reflexivo sobre  o assunto:

Curador todos nós somos. Mas nem sempre temos consciência disso.

O processo de cura é um caminho individual com os movimentos necessários para que o aprendizado de cada um aconteça no seu tempo, no seu ritmo, de acordo com as escolhas que faz. Só que ao nosso lado aparecem sinais intuitivos para nos mostrar recursos que podemos utilizar para percorrer o nosso caminho de cura.

Mas por que será que muitas vezes não enxergamos esses sinais? Algumas vezes achamos que isto é imaginação. Em outras, nem damos importância, porque estamos muito no mental, querendo encontrar explicações; ou porque estamos nos vitimizando, olhando tanto para o nosso sofrimento que pensamos que ele é o maior do mundo.

A visão interna está sem foco para encarar a verdade, porque estamos olhando pra fora e o que a doença quer nos avisar é que precisamos olhar pra dentro. Que precisamos nos guiar pela dor para encontrar onde em nossa vida estamos muito distantes de quem somos. É neste lugar que vamos encontrar um mal-estar, porque é isso que sentimos quando estamos indo contra a nossa alma, a nossa essência.

Este caminhar por dentro é um trajeto de ganho de consciência pela dor que nos leva ao amor, amor por nós mesmos. É um caminho de autoconsciência e cura.

E se surgir em nossa vida um curador ferido para nos dar alento e lucidez neste caminho de autoconsciência e cura? 

O curador ferido é uma pessoa que conheceu este caminho na pele, no corpo e no coração, porque também foi chamado para viver a doença em algum momento da vida. Ele também estava distante de sua alma. Ele também lutou muito para ter a coragem de percorrer o caminho da dor e encontrar a verdade. Ele sentiu e viveu a dor da impotência diante de algo que nos leva próximo ao nosso maior medo: o medo da morte. E sentiu isto de forma tão intensa que transformou sua dor em uma ação de 
amor para servir outras pessoas.

Assim nasceu o Projeto Mamas do Amor, o Projeto Mechas do Amor e inúmeros outros. Eles nasceram por curadores feridos. Quando encontramos um sentido maior depois de enfrentar uma doença e o materializamos com o intuito de utilizar aquela experiência para servir outras pessoas que estão percorrendo o mesmo caminho, estamos cumprindo o propósito daquela experiência em nossa vida.

Eu me tornei uma curadora ferida quando nasceu o Projeto Chama Acesa. E este projeto só poderia ter este nome porque representa a minha maior habilidade, que é o entusiasmo que coloco em tudo que faço. Ouvi vários depoimentos de pessoas que conviveram ou convivem comigo e todas falam do meu entusiasmo. Então é esta característica ou habilidade que nasce de dentro de mim com tanta fluidez que quero e preciso continuar utilizando para manter acesa a chama da vida onde eu estiver e com quem eu encontrar.

Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Reflexões para este início de ano


Passei a virada do ano no Centro de Educação Espiritual Robert Happé e compartilho com vocês algumas das mensagens e reflexões:

Esquecemos que somos seres espirituais. Todos viemos da luz e do amor.

Na mochila do nosso DNA, trazemos tudo que precisamos para criar amor e paz.

O nosso maior presente é o Livre Arbítrio.

Usamos nosso livre arbítrio quando temos consciência do nosso próprio poder.

Paz significa ser quem você é.

Palavras são instrumentos para construir conhecimentos.

O momento é de despertar e este é um processo individual.

A tentativa e o erro levam ao discernimento.

A dor e o prazer levam ao movimento.

A dor leva o olhar para dentro. E cada escolha é uma nova oportunidade para aprender. 

A dor aparece quando está fazendo escolhas que não estão alinhadas com sua alma, quando está no caminho das ilusões.

Ilusão é quando não sabe o que está acontecendo com você, quando não sabe quem você é.

Emoções são mensagens da alma.

Sempre que você se sente verdadeiramente feliz é sinal que está em sintonia com sua alma.

O amor é o caminho para casa.

Recebemos crenças e condicionamentos dos quais precisamos nos libertar para exercer o nosso livre arbítrio.

Somos seres criadores, filhos da luz, vivendo um processo de aprendizagem para integrar polaridades.

O controle é exercido pelo medo. Toda insegurança é gerada pelo medo. Desconstruir o medo é nosso principal desafio.

Tudo que acontece tem um significado simbólico e você precisa descobrir. Tudo é uma oportunidade para curar o passado. Todas as respostas estão dentro de você, se você confiar em si mesmo.

Sua alma atrai experiências para acordar, pois o ponto de partida é você.

As melhores experiências são as difíceis e a sua reação a elas mostra o seu nível de consciência.

Na meditação, aprendemos a observar nossos pensamentos, sentimentos e intenções.

Mantra diário: Eu sou luz. Eu sou amor.

Pensamento negativo é uma projeção, não é você.

Compaixão consigo mesmo e com os outros é o caminho.

Compaixão é quando olha a si mesmo e o outro que está na escuridão, sem julgamento.

Aprender a perdoar a si mesmo e todos os erros que cometeu gera paz. Deus está dentro de você e é a sua luz.

Cada experiência é uma aventura e uma oportunidade valiosa.

A vida é uma aventura de cooperação.

O casamento sagrado é você integrado com sua alma.

As limitações mostram a falta de amor a si mesmo.

Discernimento é estar aberto à verdade do outro e à sua própria verdade. É saber que o coração está preparado para receber. Confie no processo. Respeite a escolha das pessoas. Caminhe com o fluxo, permita que pensamentos superiores cheguem.

Morte é voltar para casa.

O assustador não é a morte, mas a ausência do amor.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Caminho da cura pela autoconsciência



Quem é você?

“É isto que eu estou à procura. Eu me perdi há muito tempo e apenas tenho lampejos de quem eu sou.”

O que você quer?

“Eu quero poder me encontrar.

Eu quero ter espaço para ser eu mesma.

Eu quero fazer escolhas alinhadas com quem verdadeiramente sou.

Eu quero liberdade.

Eu quero ter asas para voar e ir além do tempo e do espaço.

Eu quero olhar a minha vida e entender tudo que me aconteceu até hoje.

Eu quero daqui pra frente caminhar pelos meus próprios pés.

Hoje, eu assumo o compromisso de ser eu mesma e feliz.”

Lendo este texto que escrevi no workshop “Caminho da Cura”, em outubro de 2005, e fazendo uma retrospectiva que o fim e o início de ano propiciam, percebo que aí está bem marcado que meu caminho de cura havia realmente iniciado.

Percebo que a resposta de quem eu sou mostra que comecei a olhar para dentro. Nesta altura, eu tinha vivenciado o câncer de mama duas vezes, em 2000 e 2001. 

Quando leio as respostas à pergunta "o que você quer?", meu sentimento é de gratidão, pois tudo que escrevi estou realizando neste momento da minha vida.

Só que, em 2005, eu estava nos primeiros passos. A doença reincidiu mais duas vezes, em 2007 e 2009, para que eu me fortalecesse por dentro e para que a mudança que estava por vir pudesse emergir com toda a força necessária.

Esta é a minha história. A sua pode ser diferente da minha, mas o que a sua história e a minha têm em comum é o afastamento da nossa essência, da nossa alma, de quem verdadeiramente somos.

Para mim, este é um Caminho de Autoconsciência e Cura. A doença realmente é um alerta de que nós estamos distantes de quem somos, da nossa essência. A doença é um grito de socorro que nos “obriga” a olhar pra dentro. 

Por isso, por ter vivido esta experiência, vejo no Projeto Chama Acesa a oportunidade de ajudar as pessoas a percorrerem este caminho de cura, buscando as respostas dentro de si mesmas. 

E assim identifico mais um propósito na minha vida que já vinha realizando, mas que hoje se torna uma escolha mais consciente. Termino o ano de 2017 e começo 2018 grata por mais este ganho de consciência!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Processo Evolutivo e Huna

Oswaldo Oliveira foi meu mestre em 2014 na Laboriosa89. Foi com ele que aprendi sobre rede, dualidade, infinitas possibilidades, abundância, princípios da Huna entre outras coisas. Ele falava, eu anotava e depois transcrevia. Adorava ouvir seu pensamento que fluía com abundância, repleto de ideias para desobstruir o fluxo. Vou começar a publicar tudo que aprendi com Oswaldo, que faleceu recentemente e continua sua missão em outra dimensão.  


Esta expressão representa a minha alegria em descobrir o TORUS e tudo que aprendi no Empreenderse. Devo isso a Oswaldo Oliveira.

PROCESSO EVOLUTIVO
MANAWA - PRESENÇA
Agora é o momento de poder

A visão transversal é que “tudo está contido em algo maior” e o momento de emergir é AGORA.

O UNIVERSO DAS RELAÇÕES DISTRIBUÍDAS busca destravar o sistema e gerar uma vida próspera.

Quem não tem fé se conforma com o futuro.

Movimentar é duro, é um choque e só acontece na prática da imaginação com a execução. Daí surge a SINCRONICIDADE.

A dificuldade para expressar sentimentos dificulta a sincronia.

Sincronia é você colocar sua intenção de vida conectada com o campo unificado. Este movimento gera abundância.

O contato com as emoções, aceitar a sombra (limitações) cria uma “persona”.

Começar sempre com as pequenas coisas.

É importante sentir para unificar o ambiente físico com o ambiente íntimo. Para isso é preciso tirar de cena o personagem que existe para agradar os outros.

O trabalho com constelação mostra que a nossa necessidade e a da rede é uma coisa só. Quando você se liberta, tudo flui.

EMPREENDERSE
PRINCÍPIOS DA HUNA

A palavra Huna é sempre traduzida por "segredo", mas significa realmente "aquilo que é difícil de ver".

Se dividirmos a palavra em duas sílabas, HU e NA, teremos os dois aspectos fundamentais do universo.

É muito similar a yin e yang. 

HU significa basicamente "movimentação" e NA significa "calma, quietude".

Todo o mundo manifestado é uma combinação desses dois aspectos.

Isso é representado pelo movimento do Torus com o fluxo do objetivo e subjetivo.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Como terminar o ano livre do estresse?


Como terminar o ano livre do estresse, que afeta diretamente a saúde? Confira abaixo algumas dicas listadas no texto de Mariana Vieira, hipnoterapeuta clínica, especialista em Programação Neurolinguística pela The Society of NLP e sócia diretora da Roma Terapia.

Muito comum nessa época do ano as pessoas se sentirem estafadas e em um alto nível de estresse. E não por acaso. A maioria de nós brasileiros ainda não se atentou que as emoções afetam diretamente a nossa saúde física. E uma minoria que já compreende isso também não sabe o que fazer para melhorar a situação que se repete ano a ano. 

Por isso, deixo três passos claros e objetivos para que você reflita, pratique e chegue ao final do ano – SIM, AINDA DÁ TEMPO - de uma maneira muito mais saudável e equilibrada. 

1º passo 
As suas emoções devem ser tratadas como uma parte do seu corpo, algo que sempre estará com você. Não devemos cuidar apenas em uma época da vida e imaginar que nunca mais precisaremos olhar. É como colocar água em uma plantinha apenas quando ela está seca, isso faz com que ela não morra, mas não a deixa saudável. Agora se colocarmos água e vitamina para a terra frequentemente, ela crescerá forte e bonita. De maneira prática você deve buscar, semanalmente, ter momentos só seus como parar cinco minutos no dia para olhar uma paisagem, fazer uma respiração profunda durante alguns minutos, ler um livro que realmente lhe dê prazer, ouvir uma música que lhe traz boas sensações, entre outros. Parece ser simples, e é! Mas quando foi a última vez que você fez isso ou algo parecido? Sempre digo aos meus clientes, você pode e tem todo o direito de não fazer nada disso, mas não chore quando a sua “plantinha” emocional morrer lhe ocasionando diversos contratempos ou tenha essas pequenas atitudes e já comece a ver a sua vida mudar. 

2º passo 
Não se identifique com os seus pensamentos. Assim como o seu rim não é você, o seu pensamento também não é. Os seus pensamentos podem ser comparados com os órgãos do seu corpo, eles FAZEM PARTE de você, mas não são você! Então se pensou algo ruim ou que lhe incomodou, diga mentalmente “Obrigada por compartilhar”, como se estivesse finalizando aquele assunto e perceberá que um silêncio virá logo em seguida. Tentar controlar os pensamentos é uma guerra perdida, mas direcioná-los é um caminho certo e confortável. 

3º passo 
Responda rápido: Em sua vida, você quer ter razão ou ser feliz? Se respondeu imediatamente e sinceramente ser feliz (e você pode mentir para os outros, mas sabe o que se passa dentro de você, então não se iluda!), já está indo bem. Agora se a sua resposta, mesmo que lá no fundo de seu coração foi “Ter Razão” você está sofrendo à toa. Pois querer levar uma vida tendo razão é estar em frente a um número 9, e do outro lado ter outra pessoa vendo o número 6, e cada qual tentando convencer o outro de qual número é o certo, o 9 ou o 6. E os dois estão certos, são apenas pontos de vistas diferentes. Claro, que não é para abandonarmos a razão, pois no momento certo, ela sempre é bem-vinda. Mas viver querendo ter razão SEMPRE nos torna pessoas inflexíveis. Existe um tipo de personalidade que sofre muito por essa necessidade, mas quando descobre que a leveza e o bem-estar de viver equilibradamente trazem benefícios que nenhuma razão oferece, a vida se torna ainda melhor. 

Espero que esses pequenos passos lhe façam no mínimo refletir e quem sabe até lhe proporcionar mudanças ainda nesse ano.