quinta-feira, 1 de junho de 2017

Cientistas apontam que o coração pensa e irradia


Cientistas apontam que o coração pensa e irradia. Confira texto da Revista Pazes

“O coração é também o primeiro órgão formado no útero. O resto vem depois”. Recentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo.

Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. Joseph Chilton Pearce-, autor de A biologia da Transcendência, chama a isto de ”o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência”.

O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula.

Um EEG que mede as ondas cerebrais mostra que os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais, de que uma leitura do espectro de freqüência do coração podem ser tomadas a partir de três metros de distância do corpo … sem colocar eletrodos sobre ele!

A freqüência eletromagnética do Coração produz arcos para fora do coração e volta na forma de um campo saliente e arredondado, como anéis de energia. O eixo desse anel do coração se estende desde o assoalho pélvico para o topo do crânio, e todo o campo é holográfico, o que significa que as informações sobre ele podem ser lidas a partir de cada ponto deste campo.

O anel eletromagnético do Coração não é a única fonte que emite este tipo de vibração. Cada átomo emite energia nesta mesma frequência A Terra está também no centro de um anel, assim é o sistema solar e até mesmo nossa galáxia … e todos são holográficas.

Os cientistas acreditam que há uma boa possibilidade de que haja apenas um anel universal abrangendo um número infinito e interagindo dentro do mesmo espectro. Como os campos eletromagnéticos são anéis holográficos, é mais do que provável que a soma total do nosso Universo esteja presente dentro do espectro de freqüência de um único anel.

Isto significa que cada um de nós está ligado a todo o Universo e como tal, podemos acessar todas as informações dentro dele a qualquer momento. Quando ficamos quietos para acessar o que temos em nossos corações, nós estamos literalmente conectados à fonte ilimitada de Sabedoria do Universo, de uma forma que percebemos como “milagres” entrando em nossas vidas.

Quando desconectamos e nos desligamos da sabedoria inata de amor do Coração, baseado nos pensamentos, o intelecto refletido no ego assume o controle e opera independentemente do Coração, e nós voltamos para uma mentalidade de sobrevivência baseada no medo, ganância, poder e controle.

Desta forma, passamos a acreditar que estamos separados, a nossa percepção de vida muda para uma limitação e escassez, e temos que lutar para sobreviver. Este órgão incrível, que muitas vezes ignoramos, negligenciamos e construímos muros ao redor, é onde podemos encontrar a nossa força, nossa fé, nossa coragem e nossa compaixão, permitindo que a nossa maior inteligência emocional guie nossas vidas.

Devemos agora mudar as engrenagens para fora do estado baseado no medo mental que temos sido ensinados a acreditar, e nos movermos para viver centrados no coração. Para que esta transformação ocorra, é preciso aprender a meditar, “entrar em seu coração” e acessar a sabedoria interior do Universo.

É a única maneira, é O Caminho.A medida que cada um de nós começa esta revolução tranquila de viver do Coração, vamos começar a ver os reflexos em nossas vidas e em nosso mundo.

Esta é a forma como cada um de nós vai criar uma mudança no mundo, criar paz, criar harmonia e equilíbrio, e desta forma, vamos todos criar o Paradigma do Novo Mundo do Céu na Terra.”

Por Rebecca Cherry

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Dia Mundial sem Tabaco



O Dia Mundial Sem Tabaco é celebrado na próxima quarta-feira (31 de maio). Por isso, vamos falar sobre os perigos do tabagismo (incluindo aumento do risco de câncer), dicas para dar adeus ao vício e benefícios ligados a parar de fumar. Todos os dados são do site do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA):

Problemas
A epidemia global do tabaco mata quase 6 milhões de pessoas por ano, das quais mais de 600 mil são não fumantes, vítimas do fumo passivo. Sem alterações de cenário, estão previstas mais de 8 milhões de mortes por ano a partir de 2030. Mais de 80% dessas mortes evitáveis atingirão pessoas que vivem em países de baixa e média renda.

Estatísticas revelam que os fumantes, comparados aos não fumantes, apresentam um risco 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão; 5 vezes maior de sofrer infarto; 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar; 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral.

Dicas para parar de fumar

O mais importante é escolher uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. Este dia não precisa ser um dia de sofrimento. Faça dele uma ocasião especial e procure programar algo que goste de fazer para se distrair e relaxar.

Você pode escolher duas formas para parar de fumar: A Parada Imediata Esta deve ser sempre a primeira opção. Você deixa de fumar de uma só vez, cessando totalmente de uma hora para outra. A Parada Gradual Você pode utilizar este método de duas formas: 1ª) Reduzindo o número de cigarros. Para isso, é só contar o número de cigarros fumados por dia e passar a fumar um número menor a cada dia. 2ª) Adiando a hora em que começa a fumar o primeiro cigarro do dia. Você vai adiando o primeiro cigarro por um número de horas pré-determinado a cada dia até chegar o dia em que você não fumará nenhum cigarro. Se você escolher a parada gradual, não deverá gastar mais que duas semanas neste processo.

Lembre-se também de que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa. Eles fazem tanto mal à saúde quanto os outros cigarros. Cuidado com os métodos milagrosos para deixar de fumar. Se tiver dúvidas, procure orientação médica. Somente um médico poderá avaliar a utilização de outros métodos, como, por exemplo, adesivos de nicotina.

Se sentir muita vontade de fumar - Para ajudar, você poderá chupar gelo, escovar os dentes a toda hora, beber água gelada ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um elástico, pedaço de papel, rabisque alguma coisa ou manuseie objetos pequenos. Não fique parado - converse com um amigo, faça algo diferente, distraia sua atenção. Saiba que a vontade de fumar não dura mais que alguns minutos.

Mudanças na rotina

Pense no que seria possível fazer para mudar sua rotina. Buscar atividades diferentes pode ajudar quando se está parando de fumar. Para quebrar as associações que existem entre fumar e sua rotina, é necessário planejar atividades para “colocar no lugar do cigarro”. Você deve manter seus prazeres e lazeres - sem cigarro. Nesse período inicial, contudo, é melhor evitar certas situações até que você se sinta fortalecido para lidar com elas. Portanto, evite lugares com muitos fumantes!

Procure iniciar caminhadas, de preferência em lugares agradáveis. Se não gosta de caminhar, procure algum exercício ou esporte que lhe agrade. Preencha seu tempo com algo que você realmente goste de fazer. Dance, pratique jardinagem, cozinhe pratos diferentes, vá ao cinema, ao teatro, aos museus, ouça música, namore, leia, bata papo com os amigos etc. O importante é movimentar-se, cuidando do corpo e da mente.

Fim do vício - Benefícios

Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro, tais como câncer, enfisema ou derrame. A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar. Veja o que acontece se você parar de fumar agora: 

Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Quanto mais cedo você parar de fumar menor o risco de adoecer.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Autoconhecimento



Texto sobre autoconhecimento, assinado pela psicóloga Patricia Gebrim:

O caminho do autoconhecimento nos leva à libertação da nossa essência, busca uma vida liberta das amarras do ego. 

Entenda que esse caminho não é linear. Você pode passar muito tempo investindo em si mesmo, buscando crescer de todas as formas, e sentir que nada parece estar mudando ao seu redor.

Isso porque a transformação se dá primeiro nas sagradas cavernas do seu ser. 

Não desista!

Nas profundezas do seu eu existe essa câmara sagrada, uma caverna cravejada dos mais lindos cristais.

A cada passo seu, cada vez que traz luz para uma situação, que amplia sua compreensão do mundo e abre seu coração, esses cristais vão recebendo uma certa quantidade de energia e ampliando sua pulsação.

Assim vamos seguindo pela vida, elevando nossa vibração, investindo nossa energia na beleza, nas virtudes, nos valores mais elevados.

Pode parecer, externamente, que não saímos do lugar. 

Mas, acredite, existe algo maravilhoso acontecendo dentro de você.

Até que um dia qualquer, ao atingir o nível vibratório suficiente, tudo em sua vida dá um salto. Um salto quântico!

É como se você acordasse em um novo mundo. 

Nada será o mesmo. 

Para onde quer que olhe, você verá a luz das cores que lhe habitam.

Rapidamente o mundo se reorganizará ao seu redor, constelando em sua vida pessoas e situações que reflitam a beleza dos cristais da sua caverna.

É tão lindo esse momento... Tão lindo quanto ver a borboleta sair do casulo e dar seu primeiro voo ao entardecer.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Ciclos da vida e estações do ano


Cada ciclo traz seus desafios específicos, mudanças internas e externas e aprendizados. Como a natureza, trazemos dentro de nós a capacidade de nos transformar de semente a árvore plena. Confiram a síntese de um texto antigo que li na revista Bons Fluidos:

A primavera é fase na qual nos encorpamos, crescemos e amadurecemos fisicamente até por volta dos 21 anos. Nesta fase, a criança necessita de muitos cuidados para seu desenvolvimento físico e seu crescimento. A individualidade de natureza espiritual vem do Cosmo e gradativamente, a partir da concepção vai se encarnando no corpo biológico, atingindo aos 21 anos sua plena encarnação, após ter amadurecido os sistemas neurosensorial, rítmico e metabólico-locomotor. O desenvolvimento do corpo biológico se dá no sentido ascendente a partir da fecundação, multiplicação celular, até a maturação dos órgãos.

Para os chineses, a primavera é a estação do vento que poliniza as flores. Os orientais se referem ao vento externo e também ao interno, responsável pela circulação da energia vital que corre pelo corpo. É, portanto, uma época de expansão e força. No entanto, pode gerar desequilíbrios e crises. A primavera está também associada ao verde, ao elemento madeira e ao fígado. Dentro do sistema chinês a emoção ligada ao fígado é a raiva. E, para extravasá-la de forma pacifica, sugere-se a meditação e o relaxamento.

Do broto tenro e caule firme, nascemos no mundo com um formidável impulso de viver. Para romper a casca da semente, para atravessar a grossa camada de terra, é preciso energia sem limites. O I Chin, ,livro milenar chinês cha essa fase de irromper e é com esse vigor que a criança se coloca no mundo. Mas, como o sol e água moldam a planta, a realidade que a circunda também irá influenciar seu caráter. É tempo de formação do controle dos impulsos da aprendizagem por meio de acertos e erros, do poder do não.Tambem é a época de encantamentos com a vida, da alegria sem causa aparente, da leveza e da brincadeira, do desabrochamento de potencialidades e talentos.E, assim o ser se tornará flor aberta, pronta a ser polinizada.

Verão, quando as plantas se expandem e atingem ao máximo sua vitalidade e tamanho , corresponderia à fase expansiva, dos 21 aos 42 anos, aproximadamente. É denominada fase do desenvolvimento psíquico, em que a alma desabrocha, abre-se para o mundo, faz trocas com o ambiente externo para no final abrir-se ao sol.

Associado ao elemento fogo e ao coração, o verão é a estação favorável para exteriorizar sentimentos e investir em atividades e encontros que trazem otimismo e leveza. Na medicina chinesa a estação é dividida em alto verão mais associado ao coração, ao sol e ao elemento fogo e o fim do verão, com seu fecho chuvoso, as chamadas águas de março, é um período ligado ao pâncreas e ao elemento terra, mais estabilizador. A emoção correspondente a esse período de transição para o outono é a preocupação. Portanto, evite pensar demais.

No outono,quando as cores se modificam, a natureza se torna particularmente colorida e os frutos amadurecem seria aquela fase em que observamos um leve declínio das forças, dos 42 aos 63 anos. Entramos então na terceira fase, a da frutificação, que deve vir do lado cósmico, espiritual; por isso é chamada de fase do desenvolvimento espiritual da vida. É muito individual o que ocorre com cada um, pois há muitas formas de buscar a espiritualidade e encontrar o guia, o anjo ou o Eu Superior.

Para a medicina chinesa o outono é um tempo fluido e cheio de paz. Está associado aos rins e ao elemento água. O grande inimigo pode ser a emoção que predomina: o medo. Exercícios respiratórios são ótimos para nos livrar dos temores.

Em seguida, estaríamos no inverno quando a maior parte das plantas perde a força, as sementes caem na terra para mais tarde germinar; permanece o “esqueleto” das árvores ou sua essência, na etapa após os 63 anos. Aí a essência do ser humano aparece, pois à medida que o desgaste biológico ocorre, a consciência tem a possibilidade de se ampliar. Assim, entra-se na fase da sabedoria. 

O inverno é um momento de reflexão. O órgão associado ao inverno é o pulmão e as emoções, a tristeza, a melancolia, a depressão. É realmente uma fase de interiorização e de recolhimento. São excelentes os exercícios em que as pernas se movimentam, pois trazem energia para combater a tristeza e dão força na base. O elemento do período é o metal, associado à inteligência e capacidade mental. O inverno é, portanto, um período para ler, refletir e planejar. É também um momento de poupar energia.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

“A base de um cérebro saudável é a bondade, e pode-se treinar isso”


Compartilho com vocês uma entrevista com Richard Davidson, PhD em neuropsicologia e pesquisador na área de neurociência afetiva, que diz que "A base de um cérebro saudável é a bondade, e pode-se treinar isso”. O texto foi publicado no site do Tibet House Brasil e é uma tradução do site do La Vanguardia:

Richard Davidson, PhD em neuropsicologia e pesquisador na área de neurociência afetiva

Nasci em Nova Iorque e moro em Madison, Wisconsin (EUA), onde sou professor de psicologia e psiquiatria na universidade. A política deve basear-se naquilo que nos une. Só assim poderemos reduzir o sofrimento no mundo. Acredito na gentileza, na ternura e na bondade, mas temos que nos treinar nisso.

Eu estava investigando os mecanismos cerebrais ligados à depressão e à ansiedade.

…E acabou fundando o Centro de Investigação de Mentes Saudáveis.

Quando eu estava no meu segundo ano na Universidade de Harvard, a meditação cruzou o meu caminho e fui para a Índia investigar como treinar a minha mente. Obviamente, meus professores disseram que eu estava ficando louco, mas aquela viagem marcou meu futuro.

…E assim que começam as grandes histórias.

Descobri que uma mente calma pode produzir bem-estar em qualquer tipo de situação. E quando me dediquei a investigar, por meio da neurociência, quais são as bases para as emoções, fiquei surpreso de ver como as estruturas do cérebro podem mudar em tão somente duas horas.

Em duas horas!

Hoje podemos medir com precisão. Levamos meditadores ao laboratório; e antes e depois da meditação, tiramos uma amostra de sangue deles para analisar a expressão dos genes.

E a expressão dos genes muda?

Sim. E vemos como as zonas com inflamação ou com tendência à inflamação tinham uma abrupta redução disso. Foram descobertas muito úteis para tratar a depressão. Contudo, em 1992, conheci o Dalai Lama e minha vida mudou.

Um homem muito encorajador.

“Admiro seu trabalho – ele me disse -, mas acho que você está muito centrado no estresse, na ansiedade e na depressão. Nunca pensou em focar suas pesquisas neurocientíficas na gentileza, na ternura e na compaixão?”.

Um enfoque sutil e radicalmente distinto.

Fiz a promessa ao Dalai Lama de que faria todo o possível para que a gentileza, a ternura e a compaixão estivessem no centro da pesquisa. Palavras jamais citadas em um estudo científico.

O que você descobriu?

Que há uma diferença substancial entre empatia e compaixão. A empatia é a capacidade de sentir o que sentem os demais. A compaixão é um estado superior. É ter o compromisso e as ferramentas para aliviar o sofrimento.

E o que isso tem a ver com o cérebro?

Os circuitos neurológicos que levam à empatia ou à compaixão são diferentes.

E a ternura?

Forma uma parte do circuito da compaixão. Umas das coisas mais importantes que descobri sobre a gentileza e a ternura é que se pode treiná-las em qualquer idade. Os estudos nos dizem que estimular a ternura em crianças e adolescentes, melhora os resultados acadêmicos, o bem-estar emocional e a saúde deles.

E como se treina isso?

Primeiro, levando a mente deles até uma pessoa próxima, que eles amam. Depois, pedimos que revivam um momento em que essa pessoa estava sofrendo e que cultivem o desejo de livrar essa pessoa do sofrimento. Logo, ampliamos o foco para pessoas não tão importantes e, por fim, para aquelas que os irritam. Estes exercícios reduzem substancialmente o bullying nas escolas.

Da meditação à ação há uma distância.

Umas das coisas mais interessantes que tenho visto nos circuitos neurais da compaixão é que a área motora do cérebro é ativada: a compaixão te capacita para agir, para aliviar o sofrimento.

Agora você pretende implementar no mundo o programa Healthy Minds (mentes saudáveis).

Esse foi outro desafio que o Dalai Lama me deu, e temos elaborado uma plataforma mundial para disseminá-lo. O programa tem quatro pilares: a atenção; o cuidado e a conexão com os outros; o contentamento de ser uma pessoa saudável (fechar-se nos próprios sentimentos e pensamentos é uma das causas da depressão)…

…É preciso estar aberto e exposto.

Sim. E, por último, ter um propósito na vida. Que é algo que está intrinsecamente relacionado ao bem-estar. Tenho visto que a base para um cérebro saudável é a bondade. E treinamos a bondade em um ambiente científico, algo que nunca tinha sido feito antes.

Como podemos aplicar esse treinamento em nível global?

Por meio de vários setores: educação, saúde, governo, empresas internacionais…

Por meio desses que têm potencializado este mundo de opressão em que vivemos?

Tem razão. Por isso, sou membro do conselho do Foro Econômico Mundial de Davos. Para convencer os líderes de que é preciso levar às pessoas o que a ciência sabe sobre o bem-estar.

E como convencê-los?

Por meio de provas científicas. Tenho mostrado a eles, por exemplo, o resultado de uma pesquisa que temos realizado em diversas culturas diferentes: se interagirmos com um bebê de seis meses usando fantoches, sendo que um deles se comporta de forma egoísta e o outro de forma amável e generosa, 99% dos bebês prefere o boneco que coopera.

Cooperação e amabilidade são inatas.

Sim, mas são frágeis. Se não são cultivadas, se perdem. Por isso, eu, que viajo muitíssimo (o que é uma fonte de estresse), aproveito os aeroportos para enviar mentalmente bons desejos a todos com quem cruzo no caminho, e isso muda a qualidade da experiência. O cérebro do outro percebe isso.

Em apensa um segundo, seguem o seu exemplo.

A vida é só uma sequência de momentos. Se encadearmos essas sequências, a vida muda.

Hoje, mindfulness (atenção plena) tornou-se um negócio.

Cultivar a gentileza é muito mais efetivo do que se centrar em si mesmo. São circuitos cerebrais distintos. A meditação em si não interessa para mim. O que me importa é como acessar os circuitos neurais para mudar o seu dia-a-dia, e sabemos como fazer isso.

Ciência e Gentileza

A pesquisa de Richard Davidson está centrada nas bases neuronais da emoção e nos métodos para promover, por meio da ciência, o florescimento humano, incluindo a meditação e as práticas contemplativas. Ele fundou e preside o Centro de Investigação de Mentes Saudáveis na Universidade de Wisconsin-Madison, onde são realizadas pesquisas interdisciplinares com rigor científico sobre as qualidades positivas da mente, como a gentileza e a compaixão. Richard Davidson já acumula prêmios importantes e é considerado uma das cem pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time. É autor de uma quantidade imensa de pesquisas e tem vários livros publicados. Ele conduziu um seminário para estudos contemplativos em Barcelona.

*Traduzido de entrevista publicada no site do La Vanguardia 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Importância da terapia no diagnóstico de câncer, tratamento e reinserção social



O tema desta semana é a importância do acompanhamento psicológico no diagnóstico de câncer, tratamento e reinserção social. Confira detalhes no texto da psicóloga Flávia Sayegh, da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia)

Apesar de todo o conhecimento e informações, o câncer ainda é repleto de estigmas.

O diagnóstico oncológico e a realização de procedimentos invasivos durante o tratamento podem desencadear um desequilíbrio emocional tanto no paciente quanto em sua família, trazendo sentimentos como medo, ansiedade e revolta.

As mudanças na vida das pessoas afetadas pela doença são significativas, o que evidencia a importância do apoio psicológico frente às dificuldades que precisam ser atendidas.

A psico-oncologia, uma especialidade dentro da Psicologia da Saúde, representa a área de interface entre a Psicologia e a Oncologia e atua justamente nas necessidades destes pacientes. São diversos os momentos em que este profissional pode ajudar:

· Suporte emocional diante do diagnóstico:

Esta é uma fase marcada por angústia e ansiedade, afinal, após um período de expectativa e exames considerados complicados, receber o diagnóstico não é nada fácil.

No momento inicial do tratamento tudo é novo e fica muito difícil assimilar as informações de uma só vez.

O acompanhamento psicológico pode ser muito importante para auxiliar o paciente e familiares a se ajustarem a esta nova realidade. Aos poucos, todos poderão se sentir mais fortalecidos para passar por esta situação da melhor maneira possível.

· Suporte emocional durante o tratamento:

O tratamento do câncer pode ser muito desgastante, uma vez que envolve internações prolongadas, idas ao hospital, visitas ao médico e mudanças físicas. Em alguns casos os efeitos colaterais do tratamento também causam desconforto e, aliado a tudo isso, ainda é necessário lidar com as demandas da vida cotidiana ao mesmo tempo.

Em maior ou menor grau, o paciente pode apresentar dificuldades de lidar com estas situações. O trabalho da Psico-oncologia pode facilitar o manejo dos tratamentos médicos propostos, promovendo uma melhor forma de enfrentamento e qualidade de vida durante este período.

· Suporte emocional no término do tratamento e reinserção social:

Na maioria das vezes as pessoas interrompem os estudos e/ou o trabalho enquanto estão realizando o tratamento. Após a alta, normalmente estão aptos para voltar à rotina e este é um momento muito delicado, cercado de expectativas e ansiedade.

Em alguns casos os pacientes podem apresentar algum tipo de sequela causada pela doença e precisam aprender a lidar com estas limitações. Algumas pessoas, por exemplo, ainda não conseguem voltar para o mesmo local em que estudavam/trabalhavam e precisam enfrentar novas maneiras de buscar a inserção no mercado de trabalho.

Situações como estas fazem com que o apoio psicológico neste momento seja tão importante quanto o realizado durante o tratamento. O profissional ajudará o paciente a lidar com as situações do dia a dia, e também com a ansiedade presente nas consultas para acompanhamento e exames de controle – afinal, mesmo em alta, é muito comum ter o medo de a doença voltar.

O apoio psicológico também deve acontecer frente à impossibilidade de cura e a convivência com a doença crônica, que muitas vezes requer adaptabilidade a uma nova realidade.

Por Flávia Sayegh - Psicóloga da ABRALE.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Fatores de risco - câncer de mama



O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. Confira abaixo os fatores de risco, listados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). 

O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, tais como: idade, fatores endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais/ambientais e fatores genéticos/hereditários.

A idade, assim como em vários outros tipos de câncer, é um dos principais fatores que aumentam o risco de se desenvolver câncer de mama. O acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas com o envelhecimento aumentam o risco. Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos, são mais propensas a desenvolver a doença.

Fatores endócrinos ou relativos à história reprodutiva - Referem-se ao estímulo do hormônio estrogênio produzido pelo próprio organismo ou consumido por meio do uso continuado de substâncias com esse hormônio. Esses fatores incluem: história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos); menopausa tardia (após os 55 anos); primeira gravidez após os 30 anos; nuliparidade (não ter tido filhos); e uso de contraceptivos orais e de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, especialmente se por tempo prolongado.O uso de contraceptivos orais também é considerado um fator de risco pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS), embora muitos estudos sobre o tema tenham resultados controversos

Fatores relacionados a comportamentos ou ao ambiente - Incluem ingestão de bebida alcoólica, sobrepeso e obesidade após a menopausa e exposição à radiação ionizante (tipo de radiação presente na radioterapia e em exames de imagem como raios X, mamografia e tomografia computadorizada). O tabagismo é um fator que vem sendo estudado ao longo dos anos, com resultados contraditórios quanto ao aumento do risco de câncer de mama. Atualmente há alguma evidência de que ele aumenta também o risco desse tipo de câncer.

O risco devido à radiação ionizante é proporcional à dose e à frequência. Doses altas ou moderadas de radiação ionizante (como as que ocorrem nas mulheres expostas a tratamento de radioterapia no tórax em idade jovem) ou mesmo doses baixas e frequentes (como as que ocorrem em mulheres expostas a dezenas de exames de mamografia) aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de mama.

Fatores genéticos/hereditários - Estão relacionados à presença de mutações em determinados genes transmitidos na família, especialmente BRCA1 e BRCA2. Mulheres com histórico de casos de câncer de mama em familiares consanguíneos, sobretudo em idade jovem; de câncer de ovário ou de câncer de mama em homem, podem ter predisposição genética e são consideradas de risco elevado para a doença.