quinta-feira, 22 de março de 2018

O poder do agora


Fiz uma síntese de trechos do livro "O Poder Do Agora - Um Guia Para A Iluminação Espiritual", de Eckhart Tolle. Espero que goste e sirva para refletir sobre o tema:

ACIMA DO PENSAMENTO

Todas as vezes que criamos um espaço no fluxo do pensamento, a luz da nossa consciência fica mais forte.

Um dia, você pode se surpreender sorrindo para a voz dentro da cabeça como sorriria para as travessuras de uma criança. Isso significa que você não está levando tão a sério o que vai pela mente, pois o seu interior não depende dela. Como eu tenho vontade de chegar a esse ponto!

Nossa mente é um instrumento, uma ferramenta para ser usada em uma tarefa específica e, depois, ser deixada de lado. Por isso, podemos afirmar que 80% a 90% dos pensamentos são inúteis e, por conta da natureza frequentemente negativa, são também nocivos.

Esse tipo de pensamento compulsivo ou repetitivo torna-se um vício, porque perdemos o domínio sobre ele, porque como vício ele se torna mais forte que nós. A atitude barulhenta do “pensar” nos leva a uma perda significativa de energia vital.

No processo de crescimento, construímos uma imagem mental de nós mesmos baseada em nosso condicionamento pessoal e cultural, que é o EGO. E o pensamento compulsivo consolida o nosso ego.

Para o EGO, o momento presente dificilmente existe. Só o passado e o futuro são considerados importantes.

Por quê?

Porque ele acredita que, sem o passado, não seriamos ninguém e se projeta no futuro para assegurar a sobrevivência. 

O Ego tem uma visão distorcida do momento presente, pois ele reduz o presente a um meio para obter o fim desejado.

Só que o momento PRESENTE tem a chave para a libertação.

A mente é, em essência, uma máquina de sobrevivência. Ela executa, coleta, organiza informações, é objetiva, mas não é nada criativa. Todos nós criamos a partir de um lugar chamado de “mente vazia”, que tem origem numa serenidade interior. Quando necessitamos de uma solução criativa, há uma oscilação, de segundos, entre a mente e a mente vazia. A mente dá forma ao impulso criativo ou insight. (Lado esquerdo e direito do cérebro). Os cientistas têm relatado que suas descobertas mais originais aconteceram em um momento de serenidade mental.

Várias vezes, tive insights de soluções que estou buscando, durante a madrugada. Depois de dormir um bom tempo, acordo com a resposta do que estava buscando há alguns dias; levanto, anoto e volto a dormir.

EMOÇÃO: A REAÇÃO DO CORPO À MENTE

A emoção nasce no lugar que a mente e o corpo se encontram. É a reação do corpo à nossa mente, é portanto, um reflexo da mente no corpo.

Vamos exemplificar:

Um pensamento agressivo ou hostil vai acumulando energia no corpo e se transforma na RAIVA.

A ideia que estamos sob uma ameaça física ou psicológica faz com que o corpo se contraia e dá origem ao MEDO. O medo, além do sentido de ameaça permanente, pode ser entendido como um profundo sentimento de abandono e incompletude.

Uma emoção representa um padrão de pensamento amplificado ou energizado. A emoção quer assumir o controle e quase sempre consegue, a menos que esteja presente e alerta.

Se a gente se identificar de forma inconsciente com a emoção, ela se tornará temporariamente VOCÊ. É comum estabelecer um círculo vicioso entre pensamento e emoção, porque um alimenta o outro.

Então não chamamos isso de uma emoção básica, mas de sofrimento.

Quanto mais a mente tenta se livrar do sofrimento, mais ele aumenta. A mente não consegue fazer isso porque ela é parte do “problema”.

Emoções como a alegria e o amor são inseparáveis do estado natural do nosso ser verdadeiro. Mas a verdadeira alegria que surge de um estado de serenidade e de amorosidade.

Não podemos confundir alegria com prazer. O prazer tem origem de algo externo a nós, ao passo que a alegria vem do nosso interior.

Aquilo que dá prazer hoje pode se tornar sofrimento amanhã. Já a verdadeira alegria e o amor não se transformam em algo oposto.

Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Conheça o Onncovida - Um amor que transforma


Apresento a vocês o Onncovida - Um amor que transforma, da Rafaela Mendes, que auxilia mulheres com câncer. Nossos projetos se complementam e, por isso, será apresentado aqui como uma parceria. Quando o projeto nasce do coração, ele cresce e cumpre sua missão. Confira a história da Rafaela:
Meu nome é Rafaela, sou portuguesa e vivo há 6 anos no Brasil.

Sou graduada em Engenharia de Alimentos e sempre trabalhei na área de Qualidade.

Sentia, a cada ano que passava na minha vida, que eu tinha muito mais para oferecer ao mundo. Sempre fui apaixonada por relacionamento interpessoal e desenvolvimento humano, e no fundo, eu sabia que esse era meu caminho… Só não sabia como iria acontecer.

Quando cheguei no Brasil, ainda trabalhei na área, mas a própria vida me proporcionou uma mudança maravilhosa no momento em que tirei meu curso de Consultora de Imagem e, posteriormente, o de Visagista. Estes dois cursos foram peças-chave para o meu desenvolvimento como pessoa e como profissional. Fazendo alguns trabalhos de valorização pessoal e empresarial (em que ajudei mulheres e homens a se comunicarem conforme sua necessidade, estilo e vida), meu coração ainda tinha um pedaço vazio.

Em 2016, através de um sonho, surgiram as pacientes oncológicas. Nesse Outubro Rosa, eu fiz algumas ação no HC de Ribeirão Preto, que me permitiram conhecer meu propósito de vida. No dia das ações, esperava ver mulheres desanimadas e tristes, e o que encontrei, na maioria, foram mulheres guerreiras com sede de informação e valorização. Foi nesse instante que decidi que esse seria meu público-alvo, e que eu queria fazer disto a minha vida.

Ano passado, eu tive a experiência com a primeira turma - uma das experiências mais valiosas que tive, e que me mostrou algumas mudanças necessárias – estrutura física e de conteúdo. Reestruturei tudo do meu jeito e hoje o projeto Onncovida, um amor que transforma está pronto para sair do papel e, em breve, a inauguração da primeira turma em Franca.

Acompanhe o Onncovida no Facebook: www.facebook.com/amorrquetransforma

terça-feira, 6 de março de 2018

Reflexões sobre o documentário On Yoga – Arquitetura da Paz


Assisti ao documentário On Yoga – Arquitetura da Paz, do diretor Heitor Dhalia, e as sensações que tive foram de encantamento e de profundidade, com palavras que traduziam uma alma conversando com a outra. Fiquei mais de duas horas ouvindo e fazendo anotações. 

Conta a história do fotógrafo Michael O’Neill, que teve uma paralisia no braço, fundamental para seu trabalho. A deficiência foi superada por meio da Ioga em viagens à Índia, trazendo reflexões sobre mudança de perspectiva em relação à vida.

Confira abaixo minhas anotações e as reflexões que fiz a partir delas:

“Somos parte de algo maior que nos conecta qualquer que seja o nome dado. Tem momentos que conseguimos ver a unificação na diversidade.”

Esta afirmação me conecta com o conceito de rede que aprendi com Oswaldo Oliveira. E acredito muito que esse conceito possa ser construído e materializado por cada um de nós quando estamos conectados com o nosso propósito individual e coletivo.

“O objetivo da pratica da Ioga é você conquistar uma disciplina para que isto te sustente, para que você possa superar sem precisar entrar em uma nova experiência só para se sentir melhor.”

Se eu pudesse escolher uma palavra para o que a Ioga representa em minha vida hoje, seria SUSTENTAÇÃO. Precisei ganhar disciplina não só na aula, mas também para incorporar essa prática em meu dia a dia, dentro da minha casa.

“O corpo é o instrumento e a Ioga é a musica, a respiração é o tom e você toca a música, ouve a música para tranquilizar a alma, a alma do coletivo.”

Ao ouvir isso, conclui que é unir a poesia com a música, com o corpo e com o chamado da alma de forma cada vez mais harmônica.

“Servindo aos outros, você pode se encontrar.”

Quando eu e você colocamos nossas habilidades a serviço de uma causa que acreditamos e a serviço das pessoas, os olhos brilham e o coração vibra, porque estamos realizando nosso propósito. Se fazemos, com consciência e por escolha, isso se torna mais potente em vibração e resultados.

“Nossa origem é o espírito. Pare de julgar, pare de analisar, de comparar e comece a experienciar o que está se movendo em você e através de você.”

Sair do comando do ego, que se expressa pelo julgamento, pelo mental e racional e dar espaço para que minha essência, minha alma ou espírito se manifeste pelo sentir e agir, que vêm de dentro pra fora, é o meu exercício e desafio diário.

“A filosofia ocidental é representada por uma busca acadêmica. Representa um estudo, discussões e conclusões.

A educação e a cultura ocidental são muito bem representadas por estudos, defesas de tese, mestrados, doutorados e outras formas de comprovação científica, baseados em evidências racionais e na linearidade, cujo movimento é de fora para dentro. Esta é uma constatação, sem julgamento, baseada em fatos.

"A filosofia oriental é formada por práticas que abrem e elevam a consciência.”

A educação e a cultura oriental são muito bem representadas pelo aprender a aprender, educação para a vida, autoconhecimento, busca de sentido e significado. Tudo baseado na intuição, cujo movimento é de dentro pra fora. E isso comprova que tudo que precisamos está dentro de nós.

Como vivemos em um mundo de dualidades em que objetivo e subjetivo se alternam, as duas filosofias são complementares.

Mas o momento do mundo atual necessita do lado intuitivo que está aflorando de todas as formas possíveis para nos levar a olhar para dentro e descobrirmos quem somos, o motivo de estarmos aqui e nos unirmos.

Depoimento

Eu me guiei muitos anos pela filosofia acadêmica do ocidente aprendendo a estudar, mas sempre sentia a vontade de experimentar algo diferente do padrão e logo colocava essa ideia que surgia dentro de mim em uma experiência. Esta forma intuitiva de pensar, sentir e agir me levou a criar a semente do Espaço Educacional, primeiro dentro de mim e depois fora.

Quando sentia que tinha que fazer algo com o objetivo de olhar o ser humano em primeiro lugar, já estava me orientando pelos conceitos da filosofia oriental que surgiam dentro de mim. Acredito que, em 1993, deixei vir à tona essa parte intuitiva, que foi desabrochando progressivamente com uma permissão interna que conquistei com muitas crises, dores e superações.

Hoje, me vejo em um momento de busca de transcendência, de tentar unir o ser com o fazer, pois tenho maturidade física, mental, emocional, espiritual e disponibilidade total para fazer escolhas em minha vida com liberdade e permissão interna. Caminho no ritmo do meu coração, seguindo a minha intuição e tendo a certeza de que tudo que preciso está dentro de mim e não fora. Essa atitude de gratidão e de entrega é o que me preenche por dentro e quer se manifestar a todo o momento.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Mindfulness - Aqui e agora!


Você já ouviu falar em mindfulness? Também chamada de atenção plena, a técnica de autoconhecimento propõe que a pessoa se conecte de corpo e alma naquilo que está fazendo no momento presente, seja uma atividade rotineira, uma nova experiência ou até para se aquietar. Dei uma entrevista sobre o assunto para a edição de janeiro da revista Máxima. Confiram trechos da reportagem "Aqui e Agora!", assinada por Patrícia Affonso, e minhas explicações para se aprofundar no assunto:

Trechos da reportagem

"Todos os dias, somos bombardeados por um sem-número de informações e afazeres. Na ânsia de dar conta de tudo, acabamos nos envolvendo em mais de uma coisa ao mesmo tempo - dividindo nossa atenção e empenho - e muitas vezes acionando o famoso piloto automático. Sabe aquele modo de funcionamento no qual a gente mal se dá conta da atividade que está executando? 'O piloto automático não nos coloca inteiros naquilo que estamos fazendo. Assim, sem que a gente perceba, nos rouba a capacidade de escolha e nos leva a repetir comportamentos que nos incomodam, mas dos quais só nos damos conta mais tarde, quando o mal-estar por não termos feito diferente surge', afirma a educadora especialista em autoconhecimento Jamile Coelho (SP)". 


"Existem muitos cursos para quem deseja se aprofundar na prática - os mais famosos propõem oito semanas de vivência. Mas o sucesso do mindfulness é tamanho que não faltam bons livros e até mesmo meditações guiadas na internet para quem quer começar. 'A atenção no momento presente é uma habilidade existente em todos nós e pode ser desenvolvida em qualquer fase da vida', garante Jamile." 

Entenda a prática do mindfulness

O que é?
Mindfulness, atenção plena ou meditação é conseguir atuar como observador de seus pensamentos, sem se identificar com eles. Isto possibilita você estar conectado de corpo e alma naquilo que está fazendo no momento presente, seja uma atividade rotineira, uma nova experiência ou até simplesmente uma proposta de se aquietar.

Estamos distantes deste estado de atenção porque temos muitos estímulos externos que nos solicitam e não desenvolvemos esta capacidade de nos voltarmos para dentro, para aquilo que pensamos e verdadeiramente sentimos diante de situações e pessoas no cotidiano.

Fazer as coisas no piloto automático não nos coloca inteiros no que estamos fazendo, tira a nossa capacidade de escolha e nos leva a repetir comportamentos que, muitas vezes, nos incomodam, mas que percebemos só depois que aconteceu, pela sensação de mal estar que aparece quando estamos sozinhos e colocamos a cabeça no travesseiro.

A importância de focar no presente é que ele é a única garantia que temos do que estamos vivendo. Na verdade, não temos controle sobre nada e ninguém. A nossa mente acredita neste controle e parece um macaquinho pulando de cá para lá, normalmente transitando entre passado ou futuro, sempre ligada ao tempo. Desta forma, não usufruímos verdadeiramente do que estamos vivendo porque não estamos inteiros naquilo que fazemos.

O mindfulness auxilia o autoconhecimento porque aquieta a mente e nos aproxima de quem verdadeiramente somos.

Viver agora
O passado já aconteceu, já foi e não volta mais. As boas lembranças podem nos dar prazer, mas normalmente temos a tendência de nos fixar naquilo que deu errado, nas sensações e emoções negativas. Essa postura de se fixar no negativo acontece porque fomos educados em uma cultura do medo, que cultiva e forma atitudes reativas que nos levam a assumir o papel de vítima e faz com que procuremos “culpados” por tudo que nos acontece. Li em um livro que todos temos dor, mas que sofrimento é uma escolha de permanecer e cultivar a dor.

A expectativa do futuro se estiver conectada ao medo da sobrevivência ou à ilusão que o melhor vai acontecer sempre depois, também nos atrapalha viver o momento presente.

Portanto, viver no passado ou no futuro nos tira do momento presente, no qual realmente podemos fazer algo por nós mesmos. Uma educação para a vida que tem como base o autoconhecimento forma atitudes proativas, que nos levam a fazer foco na solução e não no problema, e nos coloca como protagonista para resolver.

Busque a simplicidade
A vida hoje é tão estressante e digo isso observando o dia a dia de crianças, jovens e adultos, com excesso de atividades e compromissos que os levam para longe da simplicidade, de fazer algo corriqueiro só pelo prazer de fazer. A criança precisa utilizar um tempo livre para brincar do que quiser, inventar, criar. Quando a gente vê uma criança brincando desta forma ela está totalmente presente no que faz. Escutar uma música, ler um livro, cuidar de uma planta, passear com o cachorro, limpar a casa, cozinhar, fazer um artesanato, caminhar, cumprimentar uma pessoa quando entramos no elevador. Faça qualquer uma dessas pequenas grandes coisas por escolha, com a atenção direcionada, sem pressa, sem pressão.

Mindfulness para todos

Com certeza, trazemos esta habilidade dentro de nós e isso pode ser desenvolvido em qualquer etapa da vida. Já está comprovado que experiências de atenção plena ou meditação para crianças, jovens e adultos trazem inúmeros benefícios em termos de saúde e qualidade de vida.

Pessoas na maturidade estão procurando viver de forma ativa, sentindo-se úteis, fazendo escolhas mais alinhadas com seu perfil e momento de vida. Uma grande maioria dos adultos vive insatisfeito com o que faz e precisa buscar caminhos e recursos que os levem a viver com mais significado e propósito. Os jovens são receptivos a tudo que os ajude a entrar em contato com as emoções e necessitam disso.

E como educadora afirmo: a criança responde muito bem, pois se conecta com sua essência mais facilmente do que o jovem e o adulto. Por que então não começar a desenvolver esta habilidade o quanto antes? Por que não desenvolver uma educação para a vida? O mindfulness é uma prática que pode e deve ser desenvolvida em qualquer etapa da vida.

Benefícios do mindfulness
O mindfulness ou a meditação interfere no ser humano como um todo: no físico, mental, emocional e comportamental. E hoje é um dos recursos da medicina integrativa que vem sendo utilizado em vários hospitais. 

Ajuda a diminuir o nível de estresse, que se manifesta no corpo com sintomas diversos e doenças crônicas. Na mente, nos leva à dispersão e à falta de foco. No emocional, alimenta a ansiedade que nos desequilibra e nos tira do momento presente. No comportamental, nos conduz a atitudes que vão para o excesso ou para a falta, ou seja, dois extremos. Exemplos: comer demais ou não comer nada, dormir demais ou ter insônia, euforia ou depressão. E esses comportamentos acabam se tornando hábitos, pois viram canais não-saudáveis para liberar o estresse.

Dicas para começar
- Entre as atividades do dia de trabalho, escolha aquela que mais lhe dá prazer e, quando estiver fazendo, se conecte totalmente com ela;

- Faça pausas entre as atividades, procurando alguma forma de relaxamento e conexão consigo mesmo;

- Ao fazer uma atividade física de que gosta, faça foco somente nela, praticando uma meditação ativa. Pode ser desde uma aula de ioga, um jogo de tênis ou até uma corrida;

- Ao cozinhar, utilize todos os sentidos, degustando com prazer e alegria;

- Sente-se e leia um livro sem sentir o tempo passar;

- Na hora de tomar banho, sinta a água no corpo, a temperatura e o bem que aquilo lhe traz;

- Sinta o prazer de ser útil ao fazer um trabalho voluntário; 

- Sente-se em um lugar de forma relaxada e observe o céu e deixe brotar aquele sentimento de gratidão pela vida;

- Se estiver enfrentando uma situação estressante, procure um lugar tranquilo para expressar a emoção e se equilibrar. Se gostar da natureza, vá a um parque e observe como a natureza nos ensina a fechar ciclos sem dor;

- Receba reiki, benção, passe ou johrei, que atuam com a energia das mãos;

- Pratique meditação visualizada com um grupo, além de outras atividades que tranquilizem a mente, como ioga e tai chi chuan.

Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Curador ferido transforma dor em uma ação de amor


Uma amiga psicóloga utilizou o termo "curador ferido" e fiquei muito impressionada com o significado, o que teve um sentido especial para mim. Confira abaixo meu texto reflexivo sobre  o assunto:

Curador todos nós somos. Mas nem sempre temos consciência disso.

O processo de cura é um caminho individual com os movimentos necessários para que o aprendizado de cada um aconteça no seu tempo, no seu ritmo, de acordo com as escolhas que faz. Só que ao nosso lado aparecem sinais intuitivos para nos mostrar recursos que podemos utilizar para percorrer o nosso caminho de cura.

Mas por que será que muitas vezes não enxergamos esses sinais? Algumas vezes achamos que isto é imaginação. Em outras, nem damos importância, porque estamos muito no mental, querendo encontrar explicações; ou porque estamos nos vitimizando, olhando tanto para o nosso sofrimento que pensamos que ele é o maior do mundo.

A visão interna está sem foco para encarar a verdade, porque estamos olhando pra fora e o que a doença quer nos avisar é que precisamos olhar pra dentro. Que precisamos nos guiar pela dor para encontrar onde em nossa vida estamos muito distantes de quem somos. É neste lugar que vamos encontrar um mal-estar, porque é isso que sentimos quando estamos indo contra a nossa alma, a nossa essência.

Este caminhar por dentro é um trajeto de ganho de consciência pela dor que nos leva ao amor, amor por nós mesmos. É um caminho de autoconsciência e cura.

E se surgir em nossa vida um curador ferido para nos dar alento e lucidez neste caminho de autoconsciência e cura? 

O curador ferido é uma pessoa que conheceu este caminho na pele, no corpo e no coração, porque também foi chamado para viver a doença em algum momento da vida. Ele também estava distante de sua alma. Ele também lutou muito para ter a coragem de percorrer o caminho da dor e encontrar a verdade. Ele sentiu e viveu a dor da impotência diante de algo que nos leva próximo ao nosso maior medo: o medo da morte. E sentiu isto de forma tão intensa que transformou sua dor em uma ação de 
amor para servir outras pessoas.

Assim nasceu o Projeto Mamas do Amor, o Projeto Mechas do Amor e inúmeros outros. Eles nasceram por curadores feridos. Quando encontramos um sentido maior depois de enfrentar uma doença e o materializamos com o intuito de utilizar aquela experiência para servir outras pessoas que estão percorrendo o mesmo caminho, estamos cumprindo o propósito daquela experiência em nossa vida.

Eu me tornei uma curadora ferida quando nasceu o Projeto Chama Acesa. E este projeto só poderia ter este nome porque representa a minha maior habilidade, que é o entusiasmo que coloco em tudo que faço. Ouvi vários depoimentos de pessoas que conviveram ou convivem comigo e todas falam do meu entusiasmo. Então é esta característica ou habilidade que nasce de dentro de mim com tanta fluidez que quero e preciso continuar utilizando para manter acesa a chama da vida onde eu estiver e com quem eu encontrar.

Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Reflexões para este início de ano


Passei a virada do ano no Centro de Educação Espiritual Robert Happé e compartilho com vocês algumas das mensagens e reflexões:

Esquecemos que somos seres espirituais. Todos viemos da luz e do amor.

Na mochila do nosso DNA, trazemos tudo que precisamos para criar amor e paz.

O nosso maior presente é o Livre Arbítrio.

Usamos nosso livre arbítrio quando temos consciência do nosso próprio poder.

Paz significa ser quem você é.

Palavras são instrumentos para construir conhecimentos.

O momento é de despertar e este é um processo individual.

A tentativa e o erro levam ao discernimento.

A dor e o prazer levam ao movimento.

A dor leva o olhar para dentro. E cada escolha é uma nova oportunidade para aprender. 

A dor aparece quando está fazendo escolhas que não estão alinhadas com sua alma, quando está no caminho das ilusões.

Ilusão é quando não sabe o que está acontecendo com você, quando não sabe quem você é.

Emoções são mensagens da alma.

Sempre que você se sente verdadeiramente feliz é sinal que está em sintonia com sua alma.

O amor é o caminho para casa.

Recebemos crenças e condicionamentos dos quais precisamos nos libertar para exercer o nosso livre arbítrio.

Somos seres criadores, filhos da luz, vivendo um processo de aprendizagem para integrar polaridades.

O controle é exercido pelo medo. Toda insegurança é gerada pelo medo. Desconstruir o medo é nosso principal desafio.

Tudo que acontece tem um significado simbólico e você precisa descobrir. Tudo é uma oportunidade para curar o passado. Todas as respostas estão dentro de você, se você confiar em si mesmo.

Sua alma atrai experiências para acordar, pois o ponto de partida é você.

As melhores experiências são as difíceis e a sua reação a elas mostra o seu nível de consciência.

Na meditação, aprendemos a observar nossos pensamentos, sentimentos e intenções.

Mantra diário: Eu sou luz. Eu sou amor.

Pensamento negativo é uma projeção, não é você.

Compaixão consigo mesmo e com os outros é o caminho.

Compaixão é quando olha a si mesmo e o outro que está na escuridão, sem julgamento.

Aprender a perdoar a si mesmo e todos os erros que cometeu gera paz. Deus está dentro de você e é a sua luz.

Cada experiência é uma aventura e uma oportunidade valiosa.

A vida é uma aventura de cooperação.

O casamento sagrado é você integrado com sua alma.

As limitações mostram a falta de amor a si mesmo.

Discernimento é estar aberto à verdade do outro e à sua própria verdade. É saber que o coração está preparado para receber. Confie no processo. Respeite a escolha das pessoas. Caminhe com o fluxo, permita que pensamentos superiores cheguem.

Morte é voltar para casa.

O assustador não é a morte, mas a ausência do amor.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Caminho da cura pela autoconsciência



Quem é você?

“É isto que eu estou à procura. Eu me perdi há muito tempo e apenas tenho lampejos de quem eu sou.”

O que você quer?

“Eu quero poder me encontrar.

Eu quero ter espaço para ser eu mesma.

Eu quero fazer escolhas alinhadas com quem verdadeiramente sou.

Eu quero liberdade.

Eu quero ter asas para voar e ir além do tempo e do espaço.

Eu quero olhar a minha vida e entender tudo que me aconteceu até hoje.

Eu quero daqui pra frente caminhar pelos meus próprios pés.

Hoje, eu assumo o compromisso de ser eu mesma e feliz.”

Lendo este texto que escrevi no workshop “Caminho da Cura”, em outubro de 2005, e fazendo uma retrospectiva que o fim e o início de ano propiciam, percebo que aí está bem marcado que meu caminho de cura havia realmente iniciado.

Percebo que a resposta de quem eu sou mostra que comecei a olhar para dentro. Nesta altura, eu tinha vivenciado o câncer de mama duas vezes, em 2000 e 2001. 

Quando leio as respostas à pergunta "o que você quer?", meu sentimento é de gratidão, pois tudo que escrevi estou realizando neste momento da minha vida.

Só que, em 2005, eu estava nos primeiros passos. A doença reincidiu mais duas vezes, em 2007 e 2009, para que eu me fortalecesse por dentro e para que a mudança que estava por vir pudesse emergir com toda a força necessária.

Esta é a minha história. A sua pode ser diferente da minha, mas o que a sua história e a minha têm em comum é o afastamento da nossa essência, da nossa alma, de quem verdadeiramente somos.

Para mim, este é um Caminho de Autoconsciência e Cura. A doença realmente é um alerta de que nós estamos distantes de quem somos, da nossa essência. A doença é um grito de socorro que nos “obriga” a olhar pra dentro. 

Por isso, por ter vivido esta experiência, vejo no Projeto Chama Acesa a oportunidade de ajudar as pessoas a percorrerem este caminho de cura, buscando as respostas dentro de si mesmas. 

E assim identifico mais um propósito na minha vida que já vinha realizando, mas que hoje se torna uma escolha mais consciente. Termino o ano de 2017 e começo 2018 grata por mais este ganho de consciência!