quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Coisas que aprendi em 2018


Chegou a hora de fazer um balanço de 2018. Listei 18 coisas importantes que aprendi neste ano: 

1. Aprendi que quando estamos conectados com nossa alma os acontecimentos fluem e tudo acontece no TEMPO CERTO. Nem antes, nem depois. 

2. Aprendi a exercitar a ENTREGA diante de cada desafio que enfrentei.

3. Aprendi que o MEDO precisa ser desconstruído a cada dia, a cada momento, para que ele não nos impeça de viver e aprender.

4. Aprendi que o motor que me move é APRENDER E ENSINAR com brilho nos olhos e amor no coração.

5. Aprendi que é preciso quebrar as crenças limitantes, os pré-conceitos, para que a DIVERSIDADE tão rica e abundante ocupe o seu lugar no mundo e transforme nossa forma de atuar, de viver e conviver.

6. Aprendi que cada pessoa tem LUZ PRÓPRIA e que ninguém ocupa o espaço do outro. Todos podemos brilhar e iluminar até o infinito.

7. Aprendi que a SAÚDE EMOCIONAL precisa ocupar um espaço especial em todos os lugares que vivenciamos relacionamentos: na família, na escola, no trabalho, na sociedade. Ela interfere efetivamente em tudo que fazemos e em nossa qualidade de vida. 

8. Aprendi que viver de corpo e alma o MOMENTO PRESENTE é o principal desafio no dia a dia de todos nós.

9. Aprendi que antes de amar e cuidar do outro, preciso aprender primeiro a CUIDAR DE MIM.

10. Aprendi que a GRATIDÃO inundou meu coração quando pude realizar o sonho de publicar o Chama Acesa com a parceria firme, segura e amorosa da Patricia Zwipp.

11. Aprendi que diante dos muitos desafios que enfrentei na vida, na maioria das vezes, eu utilizava a força da RAIVA para conseguir me mobilizar diante de algo que eu não concordava, pois tinha dificuldade para dizer "não". Neste ano, essa incidência diminuiu e estou substituindo a raiva pela FORÇA do ganho de CONSCIÊNCIA.

12. Aprendi que atraímos para nossa vida as experiências que precisamos de acordo com a nossa VIBRAÇÃO e nossos PENSAMENTOS, para que o verdadeiro aprendizado aconteça de acordo com a lei da “ação e reação”.

13. Aprendi que as verdadeiras MUDANÇAS acontecem de “dentro para fora” e nunca "de fora para dentro".

14. Aprendi que, quando conectamos o SER com o FAZER, realizamos a nossa MISSÃO DE VIDA.

15. Aprendi e reafirmo que não existe nada mais inspirador do que uma HISTÓRIA DE VIDA.

16. Aprendi que vencer a si mesmo é uma tarefa diária para desativar o nosso EGO e potencializar a nossa ESSÊNCIA

17. Aprendi que o AUTOCONHECIMENTO nos empodera porque nos ajuda a ganhar consciência de nossas habilidades e fragilidades. A consciência de nossas HABILIDADES tem o poder de potencializá-las e a consciência de nossas FRAGILIDADES nos leva a exercitar a humildade e a desconstruir o hábito de fazer julgamentos.

18. Aprendi que, sem vinculo afetivo e ENVOLVIMENTO EMOCIONAL, ninguém aprende e ninguém ensina. O meu maior desafio para 2019 é responder esta pergunta com ações proativas: “Como levar a educação emocional para a vida?”.

Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Caminho evolutivo: reflexões a partir de uma experiência pessoal


No fim de outubro, fez um mês que passei por uma cirurgia na base do seio direito. Estava com uma lesão em um encontro de cicatrizes de cirurgias anteriores, quando tive câncer no seio por três vezes e fiz duas quadrantectomias e uma mastectomia. 

Confesso que quando vi a necessidade de uma biópsia e depois da cirurgia fiz a pergunta: "E agora, o que eu tenho que aprender?" 

Vivi alguns momentos de falta de tranquilidade, mas não me fixei neles. 

Deixei fluir e exercitei a ENTREGA mais uma vez. De repente, era como se uma calma interior se estabelecesse dentro de mim e nada mais importasse. Era como deixar de fazer foco no problema que surgiu de forma inesperada e olhar novamente para a necessidade de me cuidar, mais uma vez, mas sem atropelos. 

Embora a biópsia tenha dado negativa, a cirurgia acabou sendo maior do que se imaginava, pois, atrás da lesão, havia um cisto com infecção dentro. Isso fez com que a área retirada tivesse que ser maior.

Todos os passos que antecederam a tomada de decisão da cirurgia foram feitos com muita conversa, explicações claras e tentativas de encontrar caminhos menos invasivos junto com minha a Dra. Patrícia Valentini de Melo, da Choice Medicine. Cada etapa teve uma escolha: na primeira, a utilização de uma pomada antibiótica por poucos dias, depois o antibiótico via oral em uma dosagem alta, porque a pomada havia surtido efeito, mas não o suficiente. Depois, a raspagem do local para biópsia e, por fim, a cirurgia. Era a formação de uma gordura necrosada, que, se não fosse retirada, poderia ficar voltando. 

Mas por que contar estas etapas em detalhes? Porque em cada etapa havia uma ESCOLHA em que participei de forma CONSCIENTE E ATIVA junto com minha médica e amiga Dra. Patrícia. Aliás, esta reflexão surgiu após uma consulta de avaliação. Nossas trocas sempre resultam em aprendizados mais profundos. 

Com a cirurgia, tive que parar por um mês de praticar ioga, que me faz muito bem. Tive que aprender a entender o tempo de cura, porque, como já não tinha dor, movimentava o braço direito mais do que poderia e começou a inchar no local da cirurgia. Tive que voltar a atenção para mim novamente, frear e me cuidar. 

Explicar com detalhes o processo físico me ajuda a enxergar nas entrelinhas os efeitos emocionais e espirituais neste desafio que a VIDA mais uma vez me apresentou. 

Desafio pequeno se comparado aos anteriores, mas que testou em mim algo que comentei no meu livro Chama Acesa e que ainda não tinha vivido: "e se o câncer aparecesse de novo, como reagiria?". Eu respondi na época que, se acontecesse, teria que exercitar a entrega e que haveria um motivo. 

A possibilidade de ser uma recidiva era pequena, mas existiu. E eu tive a oportunidade de viver tudo que escrevi no livro, sem exceção. Agora, vamos para as reflexões e aprendizados desta situação. 

Neste caminho evolutivo, eu sempre doei com muita facilidade, ou seja, pelo meu perfil, sempre foi mais fácil cuidar de alguém do que me cuidar. 

Para algumas pessoas, acontece o contrário, aprendem a se cuidar primeiro para depois aprenderem a cuidar do outro. 

E novamente, sem julgamento, é o caminho de cada um, de acordo com perfil, habilidades e desafios, que fazem parte da vida de todos nós. 

Quem leu o livro Chama Acesa pode ver com detalhes como foi este meu caminhar com todos os obstáculos e conquistas. O primeiro aprendizado foi aprender o que é cuidar verdadeiramente do outro

Tive que desaprender muitas coisas para perceber que cuidar verdadeiramente é respeitar a escolha do outro, mesmo que perceba que não seria a melhor opção de acordo com a sua visão e bagagem de experiência; é aprender a amar incondicionalmente, pois o vinculo afetivo é o que garante a proximidade de alma com qualquer pessoa e também apoiar ajudando-a a buscar dentro de si mesma o que faz sentido para ela. Não existe receita, nem conselho, pois o que é bom para uma pessoa pode não ser para a outra. 

Deixar que o outro erre e acerte, como eu errei e acertei para aprender. E isto não é nada fácil, porque recebemos, em nossa educação, mensagens implícitas de que cuidar é superproteger e impedir que o outro sofra. 

A dor nos leva a olhar para dentro e a aprendizados significativos. Esses aprendizados nos ajudam a evoluir, a ganhar força. E não temos o direito de interferir ou impedir que cada um viva a sua experiência. Mas preciso afirmar que demorei muito para entender isso. 

Depois, o segundo passo: aprender a cuidar de mim, aprender o que é o autocuidado, sem me sentir egoísta. As mulheres da minha geração (Baby Boomers) receberam uma mensagem muito forte de que precisam se doar para serem amadas e respeitadas. Muitas vezes, cuidar excessivamente dos outros é fugir de si próprio. Só que se você não está bem, como pode cuidar do outro? 

Cada vez que eu me cuido, eu me torno uma pessoa mais alinhada com minha essência, com quem verdadeiramente sou e me sinto mais feliz. E quanto mais alinhada estou com minha alma, com meu coração, mais energia positiva, mais amor vou irradiar e refletir para as pessoas com as quais convivo nos diferentes ambientes. 

E por último, no meu caso, mais um passo neste caminho evolutivo que ainda não vivi profundamente, mas apenas parcialmente, que é aprender a ser cuidada. 

Aprender a ser cuidada é desapegar totalmente do ego para exercitar a humildade, é aprender a deixar de lado o orgulho e permitir sentir-se frágil, dependente em vários momentos, a ser um paciente. O que é ser paciente? Pode ser exercitar a paciência para aceitar que o seu ritmo diminui, que a sua capacidade física enfraquece, que movimentos e atividades, que fazia com autonomia e facilidade, tornam-se difíceis. Aí aparece o maior desafio: aceitar a ajuda do outro, aceitar sentir-se dependente de outras pessoas. E nesta situação não há escolha, pois você depende desta ajuda para sobreviver. 

Quando alguém sofre um acidente ou uma doença que o leva a essa situação prematuramente, esse terceiro passo do caminho evolutivo aparece antes. O envelhecer também nos leva a uma situação muito semelhante. 

Portanto, em momentos cruciais que somos testados ou no final da vida, temos que aceitar a perda da força do corpo físico, mas não a da alma. É uma luta interna para entregar ou recuperar aos poucos a força física, sem perder a força espiritual. Acredito que esse é o passo mais difícil e, ao mesmo tempo, mais libertador. Só aprendemos quando descobrimos que podemos perder a força física, mas não a espiritual. A força física representa tudo que está fora, na aparência, tantas vezes excessivamente valorizada pela cultura ocidental. A força espiritual representa tudo que está dentro e que a cultura oriental cultiva e valoriza. É essa força espiritual, a força da alma, que levamos junto quando a vida acaba, pois ela representa a nossa evolução. 

Finalizando esta reflexão: os três passos do caminho evolutivo podem aparecer de forma não-linear, em uma sequência diferente na vida de cada um de nós, mas sempre nos levam a uma evolução, que é a nossa missão de vida. Por isso, é chamado de CAMINHO EVOLUTIVO.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Lançamento da minha biografia na comemoração de 5 anos do Grupo Mulheres do Brasil


As ações do Outubro Rosa, contra o câncer de mama, continuam. Na quinta-feira (4), comemorei o meu aniversário com a oportunidade de lançar o livro Chama Acesa no evento de 5 anos do Grupo Mulheres do Brasil

A minha biografia conta como a luta contra o câncer e o amor pela minha profissão de educadora me ajudaram a trilhar o caminho de libertação e autoconhecimento.




Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Outubro Rosa: Palestra e lançamento da minha biografia no Grupo Mulheres do Brasil


Ontem (2) foi um dia muito especial! A minha primeira ação do Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama, aconteceu no Grupo Mulheres do Brasil. Tive a oportunidade de dar a palestra "Chama Acesa: um caminho de autoconsciência e cura", participar de uma roda de conversa e lançar a minha biografia. 


O livro Chama Acesa conta como a luta contra o câncer e o amor pela minha profissão de educadora me ajudaram a trilhar o caminho de libertação e autoconhecimento. 




Obrigada a todos que participaram do evento! Gratidão!

Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

O que é o 'ikigai', o segredo japonês para um vida longa, feliz e saudável


Assisti a uma entrevista de Betth Ripolli com a empresária Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hoteis, e achei o assunto muito interessante: IKIGAI. Já ouviu falar sobre ele? Segundo Chieko, na cultura japonesa, é uma coisa supernormal, é a razão de ser, de estar, de fazer. "É ter vontade de fazer as coisas como se se fosse mais que um propósito, é a sua razão de viver", disse.  

Para apresentar o IKIGAI a vocês, selecionei um trecho da reportagem da BBC, com o título "O que é o 'ikigai', o segredo japonês para um vida longa, feliz e saudável". Confira:

Você sabe por que se levanta pela manhã? Se consegue responder a isso, então, você já encontrou seu ikigai, um conceito japonês antigo que pode ser a chave para uma vida longa, feliz e saudável.

Não existe uma tradução direta para o termo. O mais próximo que se pode chegar é a descrição feita por Ken Mogi, autor do livro Ikigai: Os cinco passos para encontrar seu propósito de vida e ser mais feliz (Astral Cultural, 2018).

"Ikigai é a sua razão de viver", diz o neurocientista japonês. "É o motivo que faz você acordar todos os dias."

O conceito vem de Okinawa, um grupo de ilhas ao sul do Japão com uma população de moradores centenários bem acima da expectativa de vida média, mesmo para os padrões japoneses.

Muitos acreditam que o ikigai é o segredo de sua longevidade. O termo é bem conhecido em todo o país, como explica Mogi, e a ideia representada por ele está se espalhando para outras partes do mundo.

Segundo o autor, é "muito importante identificar as coisas que você gosta de fazer e que te dão prazer, porque elas dão propósito à vida e levam a uma existência longa e feliz".

"E não se trata apenas de viver por um longo tempo, mas de aproveitar a vida e saber o que você quer fazer com ela", afirma.

O ikigai também é algo muitas vezes relacionado à vitalidade.

"É a felicidade que vem de sempre ter algo para fazer, de estar ocupado", diz Francesc Miralles, que, junto com Héctor García, escreveu Ikigai: Os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz (Intrínseca, 2016).

A ideia por trás disso é que, "se você encontra algo que dê sentido à sua vida, isso o faz seguir em frente e o mantém motivado", diz Miralles.
Como achar seu 'ikigai'?

Não é difícil, segundo Mogi. Você pode começar por algo simples como beber uma xícara de café pela manhã.

"Em geral, somos tão obcecados com o sucesso e grandes metas que a vida acaba se tornando intimidadora. O legal do ikigai é que você pode partir de coisas pequenas até chegar aos grandes objetivos de vida."

Ser fácil de começar é um dos fatores que levam cada vez mais pessoas de fora do Japão a se interessarem pelo conceito, e alguns livros já foram publicados sobre o assunto.

"Qualquer um pode partir do que está ao seu alcance e começar a sentir-se bem e a experimentar os benefícios que isso traz antes de, gradualmente, evoluir para objetivos maiores."

Mas todo esse bem-estar em potencial depende de um pequeno detalhe: encontrar um ikigai.
E se você não sabe o que mexe com você?

"Você precisa observar a si mesmo", recomenda Mogi.

"Parta do zero, olhe-se no espelho: que tipo de pessoa é você? Pense no passado e no que te dá prazer. Isso te dará uma pista. Como neurocientista, eu acredito que as coisas que nos dão prazer são reflexos do tipo de pessoas que nós somos."

Mas ampliar seu horizonte para objetivos maiores pode ser mais complexo. "Se você não sabe o que quer da vida, comece fazendo uma lista do que você não quer, quais situações te deixam desconfortável ou infeliz, quais atividades prefere evitar", aconselha Miralles.

"Você pode descobrir que há várias coisas que te deixam feliz: aprender coisas novas, cuidar do jardim, ajudar outras pessoas, resolver problemas, fazer música... ou vender coisas, falar em público."

Miralles admite que encontrar um ikigai não é sempre um processo simples. "Há pessoas que sabem o que querem ser desde a infância, mas a maioria de nós não sabia o que queria."

E há o peso do cotidiano: "Vamos à escola, buscamos emprego, lidamos com obrigações e pagamos contas... e, com isso, podemos nos distanciar de nossos impulsos naturais".

Para ajudar a encontrar sua paixão, o escritor sugere seguir o conselho do cientista da computação e palestrante motivacional Randy Pausch (1960-2008): "Resgate seus sonhos de infância. Quais eram? Desenhar por horas? Dançar? Correr? Pense em quando era pequeno e no que te deixava feliz e você não faz mais".

"A beleza do ikigai é que é algo muito pessoal", diz Mogi. "Não é algo dado a você, de forma passiva. Você precisa explorar sua mente e cultivar seu ikigai."

Isso torna-se muito importante em sociedades como a japonesa, que podem ser vistas como bastante homogêneas, afirma Mogi, "porque cada pessoa tem seu ikigai, e isso vira uma forma de celebrar as diferenças individuais".


Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Como o livro CHAMA ACESA foi construído: uma parceria e dois sonhos


Escrever um livro sempre foi um sonho para mim. E a realização de um sonho acontece no momento certo, quando aquele sonho está forte o suficiente para nascer. 

Um sonho é como uma semente plantada em nosso coração, que vai sendo cuidada e, quando ganha força, rompe a barreira para desabrochar. No entanto, deixa as raízes dentro para garantir a sustentação e para mostrar a importância do processo. 

Posso comparar também um sonho com um passarinho, pois adoro pássaros. Precisa ficar na incubadora, que é o ovo, para se formar, fortalecer e nascer. Nascer para aprender a viver, a cantar, a voar e, por fim, alçar voos mais altos com liberdade e força. 

Eu acredito que esse processo da semente plantada até o desabrochar, do passarinho no ovo incubado até nascer, pode muito bem representar o processo de criação e construção do livro Chama Acesa, que é a minha biografia. 


Entre mim e a Patricia aconteceu uma parceria eficaz, firme e amorosa de duas pessoas com perfis bem diferentes, mas complementares para equilibrar a construção do processo. Uma emocional demais e a outra mais lógica e racional. Uma é mais reservada e a outra extremamente falante e interativa. Uma muito “terra”, a outra muito “água”. 

No entanto, apesar das diferenças, temos em comum uma forte sensibilidade que nos conectou para a criação do livro da forma mais verdadeira possível. O elo que surgiu nessa jornada foi se fortalecendo e resultou em laços de afeto e respeito sólidos. 

Não tem como escrever um livro da vida de uma pessoa sem se colocar no lugar dela, de corpo e alma. As lembranças dos acontecimentos foram guiadas pelas perguntas que a Patricia elaborava e me enviava por e-mail. 

E ela me dizia: "Não se preocupe em ordenar. Lembrou, escreve de forma espontânea". Perguntas essas que buscavam acontecimentos de minha vida no tempo e no espaço, entremeados com diversas emoções, de dores fortes a alegrias intensas. E esse trabalho durou meses. Eu gostava muito de escrever à noite e me perdia no tempo, pois o fluxo vinha com muita naturalidade. Tudo estava pronto para nascer. 

E assim foi... Em alguns dias, ligava para minha irmã pedindo a versão dela sobre algum fato para olhar de outro ângulo o que havia acontecido. Em outros dias, as lembranças me faziam rir ou chorar muito. Algumas eram mais difíceis de lidar e tinha momentos que queria “fugir” delas perguntando para a Patricia: "você já não fez essa pergunta?". E ela respondia: "não tem pergunta repetida". Então, eu concluía que tinha que encarar e buscar as respostas dentro de mim. 

E assim o processo foi se desenvolvendo de dentro pra fora. No início, ela me mandava o que havia escrito de forma mais ordenada para eu revisar, mas, quando eu lia, sempre queria mudar (estilo habilidoso muito forte) e ela percebeu que, dessa maneira, o livro nunca iria terminar. 

De forma segura e firme, optou por não me mandar de volta cada bloco de perguntas respondidas para revisão e prosseguimos o trabalho. Na finalização, reli e revisei tudo. Lembrei de mais alguns detalhes para completar e percebi que algumas partes poderiam ser enxugadas. E o livro foi concluído. 

Hoje, com o Chama Acesa em mãos, sinto que chegou o momento em que eu me sinto apta para fazer um agradecimento especial e justo à Patricia Zwipp, uma jornalista criteriosa, exigente, que ama ler e escrever e que tinha um sonho: escrever um livro. E por que eu me sinto assim? 

- Porque partiu dela começar o livro com o primeiro capítulo dedicado à minha mãe, que foi uma pessoa fundamental em minha vida. 

- Foi ela que me ajudou a materializar o blog e as redes sociais do Projeto Chama Acesa, sintetizando textos e escolhendo imagens, com grande habilidade, desde 2013. 

- Foi a Patricia que teve a perspicácia de transformar o período em que fiquei doente no fio condutor da história, o que acabou originando o nome do livro. 

- Foi ela que teve o insight de dividir o livro nas estações do ano, que escreveu a mensagem de cada estação e me ajudou a escolher as fotos. 

- E por último, conquistou a maestria ao tecer como uma obra de arte todos os acontecimentos de minha vida de forma não-linear, ou seja, não escreveu cada etapa separadamente como nos livros biográficos, por ordem cronológica. Optou por utilizar o tempo "Kairós", ou seja, o tempo em que as coisas acontecem por dentro, de forma totalmente interligada. 

É preciso muita conexão e sensibilidade para conseguir fazer isso e, quando vi o resultado, ou seja, o livro pronto, eu chorei. E ela também. Assim, foram dois sonhos que a VIDA magistralmente uniu para nascerem juntos.

Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Lançamento da minha biografia


Ontem (2 de setembro) foi um dia muito especial para mim! Lancei a minha biografia no International Happiness Forum, onde também participei de um painel de medicina integrativa e dei o workshop "Alfabetização Emocional - O que as emoções falam de mim".

O livro Chama Acesa conta como a luta contra o câncer e o amor pela minha profissão de educadora me ajudaram a trilhar o caminho de libertação e autoconhecimento. Agradeço a todos que compartilharam este momento de emoção comigo. Em breve, informo as datas das próximas sessões de autógrafos. 

Na foto, as Patricias que tanto colaboraram para o blog e o livro Chama Acesa: Patricia Zwipp, Patricia Gebrim e Dra. Patricia Valentini Melo

Sobre mim - Jamile Coelho
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Enfrentei o câncer quatro vezes e criei o Projeto Chama Acesa para ajudar quem está em busca do caminho da cura. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br.