sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Reeducando funções básicas



Nesta semana, compartilho com vocês um texto, do site do Espaço Marcos Rojo, sobre ioga ser um processo de reeducação de funções básicas, como respirar. Confiram e comentem:

O estilo de vida que adotamos nos dias de hoje, prejudica boa parte das nossas funções humanas básicas. Ou seja, hoje, precisamos reaprender a andar, correr, saltar, etc. Como professor de educação física, percebo que numa aula de caminhada, boa parte dos alunos andam para frente com os pés apontando para os lados em condição assimétrica. Isto não aconteceria com os índios, por exemplo, que tem seu caminhar perfeito, suave e eficiente. Nós andamos constantemente calçados e em chãos planos, o que enfraquece nossa estrutura de apoio. Se uma criança “urbana” começa a subir numa árvore, a mãe logo gritará, para que ela desça, tentando protege-la da queda, ou às vezes para não sujar a roupa e estas limitações nos farão falta mais tarde.

Vamos perdendo boa parte das respostas adequadas às nossas funções básicas. Se alguém quiser informações precisas sobre uma dieta adequada, terá que ir a um especialista para que ele nos diga o que comer e o quanto comer. Animais que não vivem em cativeiro, estes que ainda tem a sorte de andar livres pela floresta, não estão obesos, não comem mais do que o necessário. Um leão satisfeito é um animal inofensivo, o problema é saber se já está na hora dele comer de novo. Não vamos encontrar um jacaré no pantanal, que no sábado resolve comer três ou quatro vezes mais, deixando para começar seu regime na próxima segunda feira. Isto é coisa de humanos, nós temos a capacidade de comer mais do que o necessário e pior ainda, nós temos a capacidade de comer o que sabemos que não nos faz bem. Se vamos a uma festa é provável que ultrapassemos nossa capacidade de digestão confortável, só para agradar o dono da festa que insiste que comamos mais um pouco da iguaria que ele preparou com tanto carinho.

É comum eu sair de uma festa arrependido por ter comido muito e aí vem um outro impulso natural para resolver este abuso, que nós também inibimos. Ou seja, quando sentimos vontade de vomitar, fazemos qualquer coisa para evitar este impulso, tomamos sais de frutas e alguns refrigerantes com a intenção de reprimir aquilo que o corpo esta pedindo, mesmo sabendo que depois de três minutos de ter vomitado, estaremos perfeitos. Nenês e animais vomitam com tanta facilidade que às vezes só percebemos quando vimos o que devolveram, não fazem nenhum escândalo. Ao contrário, nós adultos fazemos um escândalo, toda a vizinhança fica sabendo que não estávamos bem. Perdemos esta condição natural.

Continuando nesta linha, hoje as gestantes devem fazer o curso de preparação para o parto. Já ouvi dizer que em condições de vida natural, algumas mulheres pariam num dia e no dia seguinte já estavam trabalhando. Junto com o curso, as futuras mamães ainda levam os maridos, com a ilusão de que poderão ajudar. Em geral atrapalhamos. No nascimento da minha última filha, para assistir ao parto, tinha que levar o certificado do curso que eu havia realizado. No corre-corre de sair de casa para a maternidade, é lógico que eu o esqueci, mas mesmo assim não consegui escapar de fazer parte da primeira fila, o médico autorizou. 

O pior de tudo isto, é o fato de algumas pessoas com problemas respiratórios, terem que ir a um especialista (fisioterapeuta ou educador físico) para aprenderem a respirar. Quantas vezes, numa aula de yoga, percebo alunos fazendo os exercícios respiratórios num padrão inverso ao natural e ainda teimam, dizendo que sempre respiraram assim. Você já viu uma criança de berço inspirando pelo nariz e expirando pela boca? Mas é comum em ambiente de educação física, você ouvir que esta é a respiração correta para todos os momentos.

Yoga é um processo de reeducação destas funções básicas e de tantas outras, por nos colocar em contato consciente com os impulsos, reflexos e estímulos corretos. Comer conscientemente ajuda alguém a decidir melhor sobre o que comer e o quanto comer. Respirar consciente e relaxadamente, reeduca movimentos que julgávamos estranhos. Com Yoga, aprendemos a obedecer melhor nossas necessidades, em detrimento do apelo social.

De todas estas perdas, as que mais me chamam atenção são: a perda da capacidade de relaxamento e a perda da capacidade de observar passivamente. Estes dois componentes são básicos para o aspirante à meditação.

Bebês dormem completamente relaxados, quando vamos tirá-los dormindo do berço, estão fantasticamente soltos; mas com relação aos adultos, não podemos garantir que enquanto dormimos, estamos descansando. Quantas vezes rangemos os dentes dormindo a ponto de comprometer nossa arcada dentária, quantas vezes nos debatemos e lutamos dormindo enquanto sonhamos que estamos nos afogando. Tenho um amigo que me contou recentemente, que seu sono anda muito agitado, ele se move tanto, que às vezes, tem que acordar no meio da noite para descansar um pouco e depois voltar para dormir. Temos que treinar o relaxamente, deixando a mente em contato com esta sensação conscientemente. Temos que sentir o peso do corpo, o contato do corpo com o chão, temos que treinar shavasana conscientemente, para reeducar esta condição básica, tão necessária para nossa saúde.

Para terminar, temos que treinar o ato de ficarmos quietos. Quando temos um domingo inteiro para ficar sem fazer nada, muitas vezes vamos para a internet ver se arrumamos alguma encrenca. Hoje, já não nos sentamos mais na varanda para conversar sem pressa com um amigo. A família não se reúne na sala para bater um papo. Ficar sentado no banco do jardim olhando os passarinhos chega perto da “insanidade”. Se você estiver sentado sozinho, quieto numa praça por muito tempo, vão te tachar de deprimido e os mais solidários, vão te perguntar se você está bem, se precisa de ajuda e se você não responder, vão chamar a ambulância, porque seguramente o que você está fazendo é estranho (acho que exagerei). Temos que treinar a observação passiva, é tão legal, ficar observando sem julgar, programar, analisar, procurar ou justificar. Seria tão bom se ao ouvir o barulho da chuva, alguém pudesse curtir esta sinfonia sem imediatamente pensar se deixou a roupa no varal. Será tão mais fácil meditar se vivermos assim.

O Yoga é um sistema de reeducação das nossas funções mais básicas, tudo o que buscamos com sua prática é natural ao ser humano e se você não se encaixa em nenhum destes desajustes citados acima, sei que vai me desculpar por ter lido este artigo, pois não está preocupado em “perder” tempo.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Inverno é tempo de se cuidar


Nesta semana, gostaria de compartilhar com vocês um texto com informações importantes sobre inverno e cuidados com a saúde, escrito por Silvia Perotti. Confiram e comentem:

Chega o inverno, o friozinho, e com eles aquela preguiça monstro. A vontade é de ficar em casa embaixo das cobertas. Coragem para atividades física? Difícil achar. O que poucos sabem, é que agora, no início do inverno, é justamente a melhor época para dar mais atenção a si mesmo. É quando a nossa energia física está mais em alta e nossa digestão funciona melhor. É hora, então, de se cuidar. 

O cuidado consigo mesmo também tem outro importante motivo: com as temperaturas mais baixas e todo mundo com janelas fechadas, é mais fácil ficar doente. Gripe, resfriado e dor de garganta são os mais comuns. Mas não são nada que uma alimentação adequada não resolva. Saladas de folhas escuras com molho agridoce combinadas com proteína animal são ótimas opções para o almoço. Ou seja, é uma boa época para comer carne, desde que sem exagero e acompanhada com essas saladas. No jantar, opte por cozidos com verduras e sopas. O abacate é uma fruta fonte de boas gorduras no inverno. Já as frutas cítricas, como a laranja e a tangerina, são muito recomendadas por manterem o aquecimento do corpo.

A verdade é que a natureza é muito sábia. Mais sábia do que percebemos. Cada estação produz frutas e legumes específicos e nosso organismo pede pelos alimentos de cada época. Por isso, inclui-los na alimentação é uma ótima escolha. E o melhor: além de serem mais apropriados à estação, eles são mais baratos! É a época de evitar comidas apimentadas, amargas e adstringentes e de aumentar a ingestão de gorduras "do bem" como oleaginosas e derivados do leite de boa qualidade. Atenção especial a legumes, frutas e verduras. Elas devem responder por pelo menos 40% da nossa alimentação, pois ajudam a equilibrar o pH do organismo. 

Além de nos preocuparmos com o que comemos, também é importante ter atenção com o que bebemos. Evite ingerir bebidas geladas. Um pouco de vinho é a melhor escolha. Ele estimula a circulação e aquece o corpo - mas só se você estiver bem agasalhado, hein? 

Além da alimentação, o inverno é um bom período para cuidar de você mesmo em geral. Regularizar o sono é muito importante. Evite dormir durante o dia, pois isso incentiva o aumento dos elementos água e terra em nosso corpo, o que estimula o desenvolvimento de gripes e resfriados. Aproveite o período para namorar mais e fazer massagens com óleos quentes. Eles são ótimos para cuidar da sua saúde. 

O frio aumentou, mas a hora é essa. Nada de desânimo. Cuide de si agora. O resultado, você e todo mundo vão ver no verão!

Leia o texto na coluna de Silvia Perotti no Brasil Post

sábado, 28 de junho de 2014

Atividade física e câncer



Li um texto do Dr. Drauzio Varella sobre atividade física e câncer que reforça que a doença tem muito a ver com o estilo de vida: Alimentação, Corpo e Estado de Espírito. Confiram:

"Que a atividade física reduz o risco de ataques cardíacos todos sabem, mas que protege contra o câncer…

Por razões pouco conhecidas, obesidade e vida sedentária aumentam a incidência de certos tipos de câncer. Combinados, os dois fatores são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos carcinomas de endométrio (camada que reveste a parte interna do útero), 25% dos tumores malignos do cólon e 37% dos adenocarcinomas de esôfago, enfermidade cujo número de casos aumenta exponencialmente.

Nos últimos 15 anos, foram publicados vários estudos demonstrando que, independentemente da massa corpórea, mulheres e homens ativos fisicamente apresentam risco mais baixo de desenvolver alguns dos tipos mais prevalentes de câncer da espécie humana: câncer de mama, de próstata e de cólon.

Para dar ideia do grau de proteção conferido, uma análise conjunta de 19 pesquisas publicadas (metanálise) sobre a relação entre atividade física e o aparecimento de câncer de cólon mostrou que mulheres ativas apresentam risco de desenvolver a doença 29% menor do que as sedentárias. E que, entre os homens ativos, o risco é 22% mais baixo.

Em 2005, um trabalho publicado na revista “JAMA” levantou uma nova questão sobre esse tema: será que a adoção da prática de exercícios físicos depois do diagnóstico de câncer aumentaria os índices de cura?

Nele, foram estudadas 2.987 mulheres operadas de câncer de mama. Depois da cirurgia e dos tratamentos complementares (de radioterapia e quimioterapia), aquelas que passaram a caminhar por pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora – ou fizeram exercícios equivalentes -, apresentaram cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença, menor mortalidade por câncer de mama e menor probabilidade de morrer por outras causas.

Dois estudos recém-publicados reforçam a hipótese de que a atividade física aumenta as chances de cura de quem teve câncer. No primeiro, os autores selecionaram um grupo de 573 mulheres operadas de câncer de cólon. A intensidade dos exercícios praticados por elas foi avaliada através de questionários periódicos, que abrangeram o período iniciado seis meses antes da operação e encerrado quatro anos depois dela.

Comparando aquelas que permaneceram ou se tornaram sedentárias depois da cirurgia com as que adotaram a prática de caminhadas de pelo menos uma hora na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora, quatro a cinco vezes por semana – ou exercícios equivalentes -, as ativas reduziram pela metade suas chances de morrer de câncer.

No segundo, foram avaliados 832 portadores do mesmo tipo de câncer, participantes de um estudo comparativo entre dois esquemas de quimioterapia administrada depois da cirurgia. Os resultados foram semelhantes: andar pelo menos cinco a seis quilômetros em uma hora, quatro a cinco vezes por semana, reduziu a mortalidade por recidiva da doença entre 50% e 60%.

Os benefícios obtidos não foram influenciados pelo sedentarismo antes do diagnóstico de câncer, idade, sexo, índices de massa corpórea, tamanho do tumor, número de gânglios invadidos, ou pelo tipo de quimioterapia recebido.

Não está claro por que os níveis de atividade física para proteger contra recidivas de câncer de cólon precisam ser mais altos do que os necessários para obter resultados semelhantes em câncer de mama.

Diversos mecanismos biológicos podem ser evocados para explicar o efeito protetor do exercício na evolução de tumores malignos. Os mais aceitos consideram que o trabalho muscular reduz os níveis sanguíneos de insulina e de certos fatores de crescimento liberados pelo tecido adiposo, capazes de estimular a multiplicação das células malignas.

Reduzir em 50% a probabilidade de morrer de câncer de mama ou de intestino, pela adoção de um estilo de vida mais ativo, é um resultado inacreditável: nenhum tipo de radioterapia ou de quimioterapia – por mais agressiva que seja – demonstrou provocar esse impacto.

Do ponto de vista científico, embora a relação entre atividade física e câncer não esteja definitivamente esclarecida, os dados obtidos até aqui são tão contundentes que todas as pessoas operadas de câncer de mama, intestino, próstata e, possivelmente, de outros tumores malignos devem investir na prática regular de exercícios a mesma energia com que enfrentam operações, radioterapia ou quimioterapia."

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Ayurveda e a alimentação



Nesta semana, vamos falar sobre mais dicas da Ayurveda em relação à alimentação, uma ferramenta-chave para obter saúde. Confiram abaixo trechos da coluna Coisas da Alma de Márcia de Luca, na Revista Claudia, e comentários meus:

"Olhe a hora- Se faz questão de beber ou comer algo gelado, incluindo saladas, escolha o almoço, que deve ser visto como a refeição principal, pois é quando o agni (fogo digestivo) está no máximo. Pegue leve no café da manhã e no jantar. O ideal e nem comer nada sólido depois das 20h. Vá de sopa nesse caso."

Já tenho dois hábitos: sempre preferi sopa no jantar e o almoço é a minha refeição mais completa. E mais uma coisa, não sou do gelado. Tenho tudo isso a meu favor.

"Tenha uma atitude de gratidão - Crie o costume de agradecer internamente à natureza o presente do alimento de qualidade que ela lhe oferece todo dia. Isso ajudará a nutrir sua paz interior."

O hábito de fazer um agradecimento antes de uma refeição é algo que sempre admirei e que acredito que deva ser cultivado. Além da gratidão pelo alimento na mesa, existe a gratidão pelas pessoas reunidas. Não existe nada mais gratificante para a convivência do que uma família reunida em torno de uma mesa de refeições, nem que seja no fim de semana.

Minha avó materna, Jamile Salomão, que já faleceu há muitos anos e que, infelizmente, nem cheguei a conhecer, tinha o habito de fazer o pão sírio em casa. Eu me lembro que minha mãe contava que, quando tinha os filhos pequenos (e eram 13 ao todo), reunia todos em volta de uma grande mesa e dava um pedaço da massa para cada um e todos faziam o seu pão. Essa história sempre me encantou, pois minha mãe sentia uma alegria imensa ao contar e reviver esses momentos.

A alimentação e a convivência humana são duas coisas que combinam e se complementam. E hoje a profissão de chef de cozinha e o amor pela gastronomia nunca foram tão valorizados e colocados em evidência. 

Vamos aproveitar experiências antigas e as novas e fazer das refeições algo sagrado. O alimento nos dá a energia que precisamos para trabalhar, praticar exercícios físicos, divertir, pensar, criar e conviver. É, portanto, algo muito importante e não podemos deixar perder esse significado. A alimentação é a nossa ferramenta-chave para obter saúde e qualidade de vida.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

AYURVEDA e a proposta do projeto Chama Acesa



O tema desta semana é Ayurveda, o SISTEMA DE CURA mais antigo do mundo, que ensina que a causa número um das doenças é o acumulo de toxinas no corpo. Confiram abaixo trechos da coluna Coisas da Alma de Márcia de Luca, na Revista Claudia, e comentários meus (em negrito):

A Ayurveda ensina que os cinco sentidos são nossos portais de comunicação com o Universo. Acumulamos toxinas com cenas de violência que vemos (visão), o excesso de decibéis que escutamos (audição), a falta de olhos nos olhos e de toques de carinho no cotidiano corrido (tato), a poluição que inalamos (olfato) e os alimentos repletos de agrotóxicos que ingerimos (paladar). A Ayurveda ensina hábitos simples que nos ajudam a minimizar danos e ter mais qualidade de vida. E o sistema indiano considera a alimentação uma ferramenta-chave para obter saúde. 


Alimentação, Corpo e Estado de Espírito estão interligados e são responsáveis por nossa qualidade de vida. Este é o tripé do Projeto Chama Acesa e estamos sempre buscando informações para que você se torne cada vez mais consciente e assuma o comando de sua vida.

Aprenda Técnicas de Inteligência do Corpo (TICs) que podem melhorar instantaneamente sua sensação de bem-estar:

Coma quando tiver fome - É preciso distinguir a fome de verdade da fome emocional. Todo alimento digerido sem apetite real não será metabolizado pelo organismo. Deixe sempre um terço de seu estômago vazio. A quantidade necessária é a que cabe na concavidade de nossas duas mãos unidas.

Quantas vezes usamos a alimentação como um canal para liberar estresse e saciar a nossa ansiedade? A diferença é que quando ganhamos consciência disso, o “mal-estar” que geralmente vem após aquela ação, já surge antes e nos impede de entrar na ação de forma automática como acontecia anteriormente.

Acomode-se Sempre coma sentada, em um ambiente calmo e confortável. Nunca inicie a refeição nervosa ou chateada. Nem pense em discutir enquanto se alimenta. Neste estado de espírito, o organismo libera substancias que não favorecem a digestão. No caos, metabolizamos o caos. 

Muitas vezes como rápido demais e algumas vezes já me alimentei, mesmo estando contrariada ou chateada com alguma coisa. Parece que existe uma trava na garganta como que para nos avisar que alimentar-nos nesse estado de espírito não faz bem. O próprio organismo nos dá esse sinal e nem sempre obedecemos. E nosso corpo assimila junto com o alimento toda a raiva, tristeza ou nervosismo que certamente atacará aquela parte do corpo que temos mais fragilidade. Pode ser o estômago, que resultará em uma gastrite; pode ser dor de cabeça, que nos levará à enxaqueca, e assim por diante.

Adote o gengibre cru, ervas e especiarias – Cerca de 15 minutos antes da refeição, coma algumas fatias com uma pitada de sal e uma gota de limão para acender seu agni, o fogo digestivo. Use ervas e especiarias que ajudam nesse mesmo sentido.

Nada de TV, tablet, celular nem livros nas refeições – Sem foco e consciência de nosso atos, tendemos a comer mais. A sabedoria do organismo precisa ser ouvida.

O ritmo de vida hoje nos leva a fazer várias coisas ao mesmo tempo, inclusive durante as refeições. E onde fica o respeito, a hora da convivência? Acho que se perde totalmente. Hoje é comum nos restaurantes ver adultos e crianças plugados em celular, tablets e, na hora daquela refeição em família ou com amigos, as pessoas se conectam com os aparelhos e não com as outras pessoas.

Prefira alimentos frescos  Eles são ricos em energia vital. Coma-os ligeiramente cozidos, mornos ou quentes. Evite o que é gelado, pois isso diminui o agni e, se sentimos menos gosto, cometemos mais exageros.

O projeto Chama Acesa sugere que você pense em todos os hábitos que fazem parte de sua rotina e assimile que alimentação, corpo e estado de espírito estão interligados e influenciam muito em sua saúde e qualidade de vida. Por isso, vamos continuar pesquisando e aprendendo.

domingo, 18 de maio de 2014

Uma história de vida e um legado



Um dia, um brilhante psiquiatra e pesquisador na área de neurociência resolveu substituir o estudante que ficara de comparecer a uma de suas experiências neurológicas. Entrou na maquina de ressonância magnética, mas seus colegas logo interromperam o procedimento com uma alarmante notícia: havia um tumor em seu cérebro. E pior: pessoas diagnosticadas com esse tipo de tumor poderiam ter, no máximo, seis meses de vida. O episódio ocorreu há quase vinte anos e desencadeou uma mudança radical no pesquisador e autor do livro Anticâncer, Dr. David Schreiber. Determinado a compreender a doença, fez um extensivo levantamento de estudos científicos sobre alimentos, terapias complementares e fatores que poderiam ajudar na sua recuperação. Confiram abaixo trechos do livro que me inspirou a criar o Projeto Chama Acesa:

"Há 17 anos, descobri por meio de um experimento de mapeamento do meu próprio cérebro que eu tinha câncer cerebral. Da sala de espera no décimo andar do prédio de oncologia, me lembro de olhar para as pessoas nas ruas, distantes e sem saber, seguindo com a rotina. Eu tinha sido expulso daquela vida, separado da ocupação direcionada aos próprios objetivos e das promessas de alegria pelo prospector de uma provável morte precoce. Não estando mais enrolado no manto confortável de médico e cientista, eu tinha me tornado um paciente com câncer. Este livro é a historia do que aconteceu depois; do retorno à vida e à saúde - na verdade, a um nível de saúde que eu nunca tinha atingido antes - mesmo sabendo que tinha câncer. 

A publicação de Anticâncer em 2008 iniciou um novo capítulo na minha jornada. Depois de manter a doença em segredo por 14 anos, pude juntar aquilo que aprendi e divulgá-lo para pessoas do mundo todo que estavam com medo, deprimidas ou que tinha perdido a esperança. Pude discutir essas idéias com médicos, cientistas, políticos e ativistas e fazer uma comparação direta das minhas observações com as suas experiências. Depois da publicação em 35 idiomas, em que quase cinquenta países, e depois de mais de um milhão de exemplares vendidos, minha convicção de que todos podemos fortalecer as defesas naturais do corpo contra o câncer foi reafirmada. E ainda minha crença de que essa abordagem devia ser parte da prevenção e do tratamento do câncer para todo mundo.

Nos últimos dois anos, as pesquisas também chegaram a novas provas, explicações e perspectivas sobre como todos nós podemos aprender a fortalecer nossa saúde e melhorar nosso “terreno” criando uma biologia anticâncer dentro do nosso corpo, assim como confirmaram a importância de prestar atenção a como as emoções podem afetar o rumo do câncer.

Em muitas discussões com meus colegas da área médica - médicos, oncologistas, psiquiatras– e com o público, me dei conta de que a mensagem do livro sobre nutrição foi muito mais facilmente absorvida do que a análise de fatores mente-corpo e do papel crucial que o sentimento de impotência tem em promover o câncer. 

Se há uma única mensagem clara e enfática que eu gostaria de enviar é a de que temos que prestar muita atenção à conexão mente e corpo, principalmente no impacto negativo de sentimentos prolongados de impotência e desespero. Quando não se cuida deles, esses sentimentos - e não os estresses da vida em si - contribuem para os processos inflamatórios que podem ajudar o câncer a crescer. Há métodos simples e que funcionam de fato para domar esses sentimentos, aumentar a satisfação pessoal e, ao mesmo tempo, reduzir a inflamação.

Aproveitei essa oportunidade para compartilhar com você a história de Kelly, que, em sua luta contra o câncer de mama, pôde contar com amigos para dar a ela o apoio e o amor de que precisava para enfrentar a provação. Estudos recentes mostram que, na verdade, não é só o amor de um marido, esposa ou filhos que permitem que o estado de espírito permaneça forte e reduza a velocidade de progressão da doença, mas também o simples amor e cuidado de amigos de maneira geral, tanto velhos quanto novos.

Em termos de nutrição, estudos recentes promissores descobriram vários novos alimentos anticâncer. Frutas com caroço grandes, como ameixa e pêssego, podem agora ser incluídas nessa categoria. Novos dados sobre o azeite de oliva, que já tinha sido fortemente recomendado na primeira edição, agora o tornam um alimento anticâncer completo, agindo contra diversos tipos específicos de câncer.

Além disso, dois novos estudos mostraram exatamente quantas xícaras de chá verde precisam ser tomadas por dia para reduzir o risco de câncer de mama ou próstata em mais de 50%. Novos adoçantes naturais -mel de acácia e açúcar de coco, caracterizados por um baixo índice glicêmico - aparecem no mercado, junto com o néctar de agave.

Novas pesquisas confirmaram a importância da vitamina D3 na prevenção do câncer, particularmente nos países onde a falta de luz solar faz com que a pele não consiga sintetizar quantidades suficientes dessa vitamina durante o inverno."

sábado, 3 de maio de 2014

Inspiração



Não tem como assistir ao depoimento do Dr. Celso Fernandes Junior e não se inspirar. O seu relato tão verdadeiro tocou o fundo do meu coração! Fiquei pensando que, se eu fizesse um vídeo para compartilhar minha experiência com o câncer, poderia agregar ainda mais ao Projeto Chama Acesa e estou “amadurecendo” essa ideia. O seu relato, do começo ao fim, nos passa a mensagem forte de que sempre nos perguntamos primeiramente o motivo de ficar doente e não para que eu fiquei doente.

O porquê fiquei doente é entender o motivo pelo qual estamos passando por essa experiência e isso faz parte do nosso aprendizado individual. Esse porquê está questionando a forma como estamos levando a nossa vida ou nosso estilo de vida. E estilo de vida tem a ver com alimentação, corpo e estado de espirito.

Depois vamos caminhando para a segunda pergunta: “Para que estamos vivenciando a doença?” A resposta dessa pergunta nos leva a olhar para os outros, enxergar e sentir a dor de outras pessoas e desperta em nós o desejo de querer contribuir.

Da mesma forma que me inspirei no Dr. David Schreiber, passei a limpo minha doença e criei o Projeto Chama Acesa, hoje me inspiro em outro médico, o Dr. Celso Fernandes Junior e, assim, um depoimento de força e superação vai alimentando outro e estimulando a força do compartilhar e contribuir, formando a corrente do bem. 

Se interligarmos a LUZ de cada pessoa, sua intenção, propósito e experiência de vida, formamos um elo de energia que vai criando uma força do bem que se multiplica e que reafirma a crença de que realmente Deus está dentro de nós e de que todos somos um.